2003/09/30
O METRO DO PORTO
Sempre pensei que a minha opção por vir de metro para o trabalho ficaria condicionada pelo início das chuvas, que o íman do conforto do automóvel seria poderoso.
Não imaginam o sádico prazer que senti de cada vez que ouvia falar dos horrores do trânsito desta manhã...
Só me apetecia dizer : "EH!EH! Eu não dei por nada. Demorei o mesmo tempo !..."
Sempre pensei que a minha opção por vir de metro para o trabalho ficaria condicionada pelo início das chuvas, que o íman do conforto do automóvel seria poderoso.
Não imaginam o sádico prazer que senti de cada vez que ouvia falar dos horrores do trânsito desta manhã...
Só me apetecia dizer : "EH!EH! Eu não dei por nada. Demorei o mesmo tempo !..."
2003/09/26
estou sem comentários. Caneco! e agora? como é que eu faço? eu bem me queria parecer que iria precisar de ficar com os dados do registo....
2003/09/25
PROPINAS
Sempre que tenho uma consulta médica, vou a um advogado, peço um orçamento para um projecto de uma obra, ou penso no ordenado dos quadros superiores das empresas penso: "de que é que os alunos universitários estão a queixar?"
É verdade que há muitas famílias que têm os orçamentos apertados, que têm as gastos extraordinários por os filhos estudarem noutra cidade, que foram forçados a ir para as Privadas ( aquelas Universidades que cobram - essas sim - couro e cabelo para poderem disponibilizar Jaguares aos docentes...). É ainda verdade que o País ganha em ter uma percentagem cada vez maior de população licenciada, "cultivada".
Mas façam comigo esta conta simples: uma consulta medica anda pelos eur40. Ora eur850 x 6 anos = eur5100 / eur40 = ~128 consultas. Ou seja, em meio ano de pôr de lado a receita de UMA consulta diária, as propinas estão pagas. Quantas consultas por dia? Vezes quantos anos? (eu sei que há o IRS sobre o valor da consulta mas também sei que os montantes gastos nas propinas são isentas de IRS, right?)
É o País quem mais ganha com as licenciaturas? Têm a certeza? Têm a certeza que somos nós, os contribuintes, que devemos pagar as licenciaturas dos senhores doutores?
Voltando ao problema financeiro de algumas famílias. Acho que o modelo que existe pelo menos na França e no Reino Unido deveria ser seguido: uma linha de crédito aos gastos com a licenciatura que, com o canudo na mão vai ser amortizado. Há estudantes que ( como eu) ficam pelo caminho. Há licenciados que não estão a exercer a profissão para que se prepararam que lhes traria aquele rendimento fixe. AZAR! It's all in the game. Punha muito jovem a pensar se é isto mesmo que querem, se não se é universitário por que é bem ter o «dr.» no livro de cheques.
Sempre que tenho uma consulta médica, vou a um advogado, peço um orçamento para um projecto de uma obra, ou penso no ordenado dos quadros superiores das empresas penso: "de que é que os alunos universitários estão a queixar?"
É verdade que há muitas famílias que têm os orçamentos apertados, que têm as gastos extraordinários por os filhos estudarem noutra cidade, que foram forçados a ir para as Privadas ( aquelas Universidades que cobram - essas sim - couro e cabelo para poderem disponibilizar Jaguares aos docentes...). É ainda verdade que o País ganha em ter uma percentagem cada vez maior de população licenciada, "cultivada".
Mas façam comigo esta conta simples: uma consulta medica anda pelos eur40. Ora eur850 x 6 anos = eur5100 / eur40 = ~128 consultas. Ou seja, em meio ano de pôr de lado a receita de UMA consulta diária, as propinas estão pagas. Quantas consultas por dia? Vezes quantos anos? (eu sei que há o IRS sobre o valor da consulta mas também sei que os montantes gastos nas propinas são isentas de IRS, right?)
É o País quem mais ganha com as licenciaturas? Têm a certeza? Têm a certeza que somos nós, os contribuintes, que devemos pagar as licenciaturas dos senhores doutores?
Voltando ao problema financeiro de algumas famílias. Acho que o modelo que existe pelo menos na França e no Reino Unido deveria ser seguido: uma linha de crédito aos gastos com a licenciatura que, com o canudo na mão vai ser amortizado. Há estudantes que ( como eu) ficam pelo caminho. Há licenciados que não estão a exercer a profissão para que se prepararam que lhes traria aquele rendimento fixe. AZAR! It's all in the game. Punha muito jovem a pensar se é isto mesmo que querem, se não se é universitário por que é bem ter o «dr.» no livro de cheques.
2003/09/23
Depois de o acaso me ter impedido por duas vezes, acabei por ir ver o KEN PARK.
Tinha gostado do «treila», tinham-me dito que as cenas de sexo não tinham a preponderância que o trailer mostrava (como se a gente não estive habituada: prometem, prometem...) , já tinha gostado do "kids" .
A verdade é que o filme não me surpreendeu nem chocou. Este, como outros filmes, têm o handicap que eu já senti quando visitei o professor angustiado aos Estados Unidos. Esta malta tem o hábito, levado à exaustão, de olhar para o seu (grande) umbigo. O pior é que conseguiram convencer o mundo a vê-los fazer isso!... Esta até é daquelas espreitadelas interessantes. Mas já os vimos tantas vezes, de tantos angulos diferentes ( não só no cinema como nos video-clips dos canais de música) que perderam o condão de nos surpreender, muito menos de nos maravilhar. A minha estadia nos E.U.A. foi uma sucessão de dejá-vus. As ùnicas sensações novas e mais vivas foram a Bourbon Street, New Orleans e o facto de termos visitado o Martin Luther King Museum em Memphis numa altura em que eramos os ùnicos brancos.....
Voltando ao filme, cinco famílias ( embora o quinto elemento, Ken himself, só apareça na primeira e ùltima cenas) protagonizam uma data de problemas reais na sociedade americana ( e, em maior ou menor grau, por toda a Cultura Ocidental) de forma nua - literalmente nua - e crua. Natural.
O meu rating cinematográfico não é feito por estrelinhas mas pelo montante que estaria disposto a pagar caso o bilhete fosse assim cobrado. Apesar de algum dejá vu, pela maneira como tudo é mostrado, este filme vale o full price!
Tinha gostado do «treila», tinham-me dito que as cenas de sexo não tinham a preponderância que o trailer mostrava (como se a gente não estive habituada: prometem, prometem...) , já tinha gostado do "kids" .
A verdade é que o filme não me surpreendeu nem chocou. Este, como outros filmes, têm o handicap que eu já senti quando visitei o professor angustiado aos Estados Unidos. Esta malta tem o hábito, levado à exaustão, de olhar para o seu (grande) umbigo. O pior é que conseguiram convencer o mundo a vê-los fazer isso!... Esta até é daquelas espreitadelas interessantes. Mas já os vimos tantas vezes, de tantos angulos diferentes ( não só no cinema como nos video-clips dos canais de música) que perderam o condão de nos surpreender, muito menos de nos maravilhar. A minha estadia nos E.U.A. foi uma sucessão de dejá-vus. As ùnicas sensações novas e mais vivas foram a Bourbon Street, New Orleans e o facto de termos visitado o Martin Luther King Museum em Memphis numa altura em que eramos os ùnicos brancos.....
Voltando ao filme, cinco famílias ( embora o quinto elemento, Ken himself, só apareça na primeira e ùltima cenas) protagonizam uma data de problemas reais na sociedade americana ( e, em maior ou menor grau, por toda a Cultura Ocidental) de forma nua - literalmente nua - e crua. Natural.
O meu rating cinematográfico não é feito por estrelinhas mas pelo montante que estaria disposto a pagar caso o bilhete fosse assim cobrado. Apesar de algum dejá vu, pela maneira como tudo é mostrado, este filme vale o full price!
ABAIXO AS PLAYLISTS DAS RÁDIOS E DISCOTECAS II
Abriu um sítio novo chamado BSideCafé. Alto! Será um café dedicado aos lados B? Nos panfletos promocionais o sub-título é "O outro lado da música".
Viu ver, era o vento....
A sério, o decòr não está mal, a população circulante, terá a sua dose de cabeleireiras ( me desculpem as profissionais mas este termo tem uma conotação menos positiva...) e gringos, mas também gente interessante. A música é que que é lado A all the way :(
Vem-me à cabeça uma analogia com as calças de ganga: quando aparece uma nova, ela já não é nova, já passou pela pré-lavagem ( leia-se campanha promocional pré-lançamento). Como qualquer coisa nova é usada à exaustão ( na rádio e discotecas/bares), havendo um desgaste de côr que até melhora a aparência peça. Até que começa a parecer desbotada e coçada. E nessa altura só usamos o par de calças porque não temos vergonha e temos grande afecto por elas. Aos olhos dos outros já nem para uma campanha humanitária elas servem... O ritmo a que este processo acontece é cada vez mais rápido ( o tecido usado é cada vez mais rasca...)
No BSideCafé a música alterna entre as "calças" que ainda estão em processo de melhoramento e aquelas que nós descubrimos no fundo do guarda-roupa, pois tivemos pena de deitar fora.
Não precisam que explique o paralelismo, pois não?
Abriu um sítio novo chamado BSideCafé. Alto! Será um café dedicado aos lados B? Nos panfletos promocionais o sub-título é "O outro lado da música".
Viu ver, era o vento....
A sério, o decòr não está mal, a população circulante, terá a sua dose de cabeleireiras ( me desculpem as profissionais mas este termo tem uma conotação menos positiva...) e gringos, mas também gente interessante. A música é que que é lado A all the way :(
Vem-me à cabeça uma analogia com as calças de ganga: quando aparece uma nova, ela já não é nova, já passou pela pré-lavagem ( leia-se campanha promocional pré-lançamento). Como qualquer coisa nova é usada à exaustão ( na rádio e discotecas/bares), havendo um desgaste de côr que até melhora a aparência peça. Até que começa a parecer desbotada e coçada. E nessa altura só usamos o par de calças porque não temos vergonha e temos grande afecto por elas. Aos olhos dos outros já nem para uma campanha humanitária elas servem... O ritmo a que este processo acontece é cada vez mais rápido ( o tecido usado é cada vez mais rasca...)
No BSideCafé a música alterna entre as "calças" que ainda estão em processo de melhoramento e aquelas que nós descubrimos no fundo do guarda-roupa, pois tivemos pena de deitar fora.
Não precisam que explique o paralelismo, pois não?
2003/09/21
Ontem estive a debater com o professor angustiado a principal razão desse título: o estado a que lhe (lhe= ensino superior) chegam os alunos que param nas turmas dele. (quem já usou o link acima, já viu o seu post sobre as calinadas nos seus exames, apenas um sintoma deste cancro).
Antes de continuar, devo me posicionar no assunto: frequentei, sem acabar, o ensino superior, não sou pai, não sou professor. A minha irmã é professora do ensino especial (ou como se diz agora, para alunos com dificuldades de aprendizagem? Oh, eufemismos!!!). Tive uma tia, professora primária (de quem fui aluno) e tenho uma tia que foi professora de matemática no 5º e 6º ano.
A tendência é para atirar a culpa para o ensino precedente, o ensino secundário (sendo que estes professores tendem a explicar que o problema nasce a montante deles). As famosas BASES.
Tem a sua pertinência a metáfora do prédio. Para que o dono do apartamento do 17º andar (da pré-primária à licenciatura) fique satisfeito com a compra, não basta dizer que os andares abaixo tem que estar bem construídos. É sem dúvida uma condição sine-qua-non.
Mas, se o terreno não é sólido, se o projecto foi feito à pressa, se os responsáveis da obra não fiscalizarem e não andarem em cima do serviço que os trolhas vão fazendo, desde as fundições, pode a casa ser muito bonita no dia da escritura, que mais cedo ou mais tarde vão aparecer as rachadelas, ou mesmo o prédio vem a baixo!
É incontestável, mesmo pelos próprios, que um professor desmotivado não produz como lhe compete. Um professor, confiante, sabedor da sua matéria, mas que não saiba cativar o aluno ou transmitir esse conhecimento, pouco adianta. Todos nós tivemos exemplos destes na nossa vida estudantil.
Mas aqui entra uma nova metáfora, desta feita da Formula 1. O Schumaker é um dos melhores pilotos da actualidade. A Ferrari voltou à velha forma. Os pneus slick são os que garantem a melhor aderência à pista?. até vir a chuva !!!! Onde é que eu quero chegar? Um aluno que não está minimamente orientado a pensar que é importante para si, para a sua vida futura, aprender aquela matéria que o professor, mais ou menos motivado, mais ou menos capaz, lhe está a tentar ensinar, não terá qualquer sucesso escolar. Pode até passar, por ser esperto, ou por o professor ser «condicionado» a majorar a sua nota para conseguir o rating de sucesso escolar pretendido pela Escola ou pelo Ministério. Não é disso que se está a falar, mas sim de adquirir um nível de Cultura desejável numa sociedade e exigível no ensino superior a quem se propõe concluir uma licenciatura. São os professores que têm o dever de incutir esta mentalidade ao aluno? Tentam-no. Quanto mais não seja porque quem deseja ensinar, deseja que os alunos aprendam. Mas não escamoteemos o óbvio: quem primariamente tem essa responsabilidade é a família (seja com que formato estiver), uma vizinhança consciencializada ajuda imenso, toda uma sociedade "cultivada" seria o Éden. Não nos podemos esquecer que nem tudo o que se entende por Cultura Geral se aprende na escola. Há toda uma mentalidade de auto-confronto e superação que falta a esta sociedade.
Eu sei, a vida está cada vez mais acelerada. Passa-se cada vez mais tempo no trabalho, na ida e na vinda deste. Está-se menos tempo em casa, chega-se mais exausto, menos mentalmente disponível a estar com os nossos filhos, dar-lhes o tempo que eles precisam de nós para (bem) crescer. Apetece-nos começar por recuperar do nosso cansaço, refrescar a nossa carola, recompor o nosso humor. Somos, então, invadidos por hipóteses de diversão. Quando damos por ela, o puto já dorme, já nos restam poucas horas para um sono justo antes de um novo dia de trabalho. E os dias sucedem-se?
Dos meus professores, retive muita cultura, mas apenas um ou outro nome. São agentes transitórios da minha aculturação. Voltando à metáfora do prédio: são os trolhas que montaram a cozinha do andar X ou a parede da sala Y.
A minha família, na sua tradicionalidade, como relato no ùltimo post, soube-me dar aquele tempo, sempre. A ela, a todos os seus membros, devo o que sou hoje.
Gostava de dedicar este post ao meu irmão e à minha cunhada pelo excelente "trabalho" como pais do outro Pedro Queirós que conheço neste planeta!
Antes de continuar, devo me posicionar no assunto: frequentei, sem acabar, o ensino superior, não sou pai, não sou professor. A minha irmã é professora do ensino especial (ou como se diz agora, para alunos com dificuldades de aprendizagem? Oh, eufemismos!!!). Tive uma tia, professora primária (de quem fui aluno) e tenho uma tia que foi professora de matemática no 5º e 6º ano.
A tendência é para atirar a culpa para o ensino precedente, o ensino secundário (sendo que estes professores tendem a explicar que o problema nasce a montante deles). As famosas BASES.
Tem a sua pertinência a metáfora do prédio. Para que o dono do apartamento do 17º andar (da pré-primária à licenciatura) fique satisfeito com a compra, não basta dizer que os andares abaixo tem que estar bem construídos. É sem dúvida uma condição sine-qua-non.
Mas, se o terreno não é sólido, se o projecto foi feito à pressa, se os responsáveis da obra não fiscalizarem e não andarem em cima do serviço que os trolhas vão fazendo, desde as fundições, pode a casa ser muito bonita no dia da escritura, que mais cedo ou mais tarde vão aparecer as rachadelas, ou mesmo o prédio vem a baixo!
É incontestável, mesmo pelos próprios, que um professor desmotivado não produz como lhe compete. Um professor, confiante, sabedor da sua matéria, mas que não saiba cativar o aluno ou transmitir esse conhecimento, pouco adianta. Todos nós tivemos exemplos destes na nossa vida estudantil.
Mas aqui entra uma nova metáfora, desta feita da Formula 1. O Schumaker é um dos melhores pilotos da actualidade. A Ferrari voltou à velha forma. Os pneus slick são os que garantem a melhor aderência à pista?. até vir a chuva !!!! Onde é que eu quero chegar? Um aluno que não está minimamente orientado a pensar que é importante para si, para a sua vida futura, aprender aquela matéria que o professor, mais ou menos motivado, mais ou menos capaz, lhe está a tentar ensinar, não terá qualquer sucesso escolar. Pode até passar, por ser esperto, ou por o professor ser «condicionado» a majorar a sua nota para conseguir o rating de sucesso escolar pretendido pela Escola ou pelo Ministério. Não é disso que se está a falar, mas sim de adquirir um nível de Cultura desejável numa sociedade e exigível no ensino superior a quem se propõe concluir uma licenciatura. São os professores que têm o dever de incutir esta mentalidade ao aluno? Tentam-no. Quanto mais não seja porque quem deseja ensinar, deseja que os alunos aprendam. Mas não escamoteemos o óbvio: quem primariamente tem essa responsabilidade é a família (seja com que formato estiver), uma vizinhança consciencializada ajuda imenso, toda uma sociedade "cultivada" seria o Éden. Não nos podemos esquecer que nem tudo o que se entende por Cultura Geral se aprende na escola. Há toda uma mentalidade de auto-confronto e superação que falta a esta sociedade.
Eu sei, a vida está cada vez mais acelerada. Passa-se cada vez mais tempo no trabalho, na ida e na vinda deste. Está-se menos tempo em casa, chega-se mais exausto, menos mentalmente disponível a estar com os nossos filhos, dar-lhes o tempo que eles precisam de nós para (bem) crescer. Apetece-nos começar por recuperar do nosso cansaço, refrescar a nossa carola, recompor o nosso humor. Somos, então, invadidos por hipóteses de diversão. Quando damos por ela, o puto já dorme, já nos restam poucas horas para um sono justo antes de um novo dia de trabalho. E os dias sucedem-se?
Dos meus professores, retive muita cultura, mas apenas um ou outro nome. São agentes transitórios da minha aculturação. Voltando à metáfora do prédio: são os trolhas que montaram a cozinha do andar X ou a parede da sala Y.
A minha família, na sua tradicionalidade, como relato no ùltimo post, soube-me dar aquele tempo, sempre. A ela, a todos os seus membros, devo o que sou hoje.
Gostava de dedicar este post ao meu irmão e à minha cunhada pelo excelente "trabalho" como pais do outro Pedro Queirós que conheço neste planeta!
2003/09/20
A minha posição manifestada no último post deriva naturalmente da minha recusa em pactuar com a «Gestão da Morte» que a Igreja Católica faz através do seu património cemiterial. Isto leva-me a outra questão: existem, em Portugal, cemitérios “laicos”? Não me refiro às valas comuns que a PIDE deve ter usado em lugar desconhecido do grande público… Cemitérios identificados, com o nome das pessoas que estão a 7 palmos da superfície mas que não se sujeitem a nenhuma religião ou sejam abertos a qualquer religião que aceite aquele tipo de tratamento do corpo. Quem lucrava era o contribuinte, no fundo nós todos, pois os preços seriam «camaradas» e/ou os lucros revertiam para os cofres do Estado ( = menos necessidade de colectar impostos pela via tradicional).
Também pergunto, a quem souber, se há cemitérios geridos por outras religiões. São passíveis de visita respeitosa? Onde? Esta duvida deriva, admito, do meu profundo desconhecimento sobre as outras religiões e das suas crenças a respeito deste tema. Comments, please.
Também pergunto, a quem souber, se há cemitérios geridos por outras religiões. São passíveis de visita respeitosa? Onde? Esta duvida deriva, admito, do meu profundo desconhecimento sobre as outras religiões e das suas crenças a respeito deste tema. Comments, please.
A minha mãe, a quem, coitadinha, chaguei o juízo para ler o meu blog, ficou perplexa com o meu post sobre os casamentos. Este post é dedicado a ela, mas também e sobretudo aos meus mais próximos que cá ficarem quando me for deste planeta (uma espécie de testamento online…):
- Quando eu morrer quero que o hospital mais próximo me retire tantos órgãos transplantáveis quantos achar em bom estado (um parêntesis para dizer que, enquanto escrevia este parágrafo, me imaginei a ser autopsiado e a encontrarem nos cantinhos inferiores dos meus órgãos a bolinha do Ponto Verde ….)
- Posta esta primeira fase, solicito que entreguem o que sobrar de mim à Cimpor de Souselas…Ah! Pois. Foi proibida a co-incineração!.. Pois então, que me cremem ( não me untem de creme! Reduzam-me a cinzas) e que a cinza seja espalhada pelo Parque da Cidade, Jardins do Palácio de Cristal ou doada ao Museu de Serralves ( bem, esta opção é a suprema ambição!) Ouvi dizer que a cinza fazia bem às plantas. Quem quiser ficar com um souvenir, ficarei muito honrado.
- Quando eu morrer quero que o hospital mais próximo me retire tantos órgãos transplantáveis quantos achar em bom estado (um parêntesis para dizer que, enquanto escrevia este parágrafo, me imaginei a ser autopsiado e a encontrarem nos cantinhos inferiores dos meus órgãos a bolinha do Ponto Verde ….)
- Posta esta primeira fase, solicito que entreguem o que sobrar de mim à Cimpor de Souselas…Ah! Pois. Foi proibida a co-incineração!.. Pois então, que me cremem ( não me untem de creme! Reduzam-me a cinzas) e que a cinza seja espalhada pelo Parque da Cidade, Jardins do Palácio de Cristal ou doada ao Museu de Serralves ( bem, esta opção é a suprema ambição!) Ouvi dizer que a cinza fazia bem às plantas. Quem quiser ficar com um souvenir, ficarei muito honrado.
A minha família é muito tradicional. Acho que o termo correcto é conservadora. Profundamente católica (a ponto da nossa casa ser conhecida pela vizinhança como «a das beatas»), com emprega interna (até à morte das matriarcas. Agora que penso nisto a sério, vejo a sua importância vital na família tradicional. Elas eram uma preciosa ajuda à esposa na árdua tarefa da lida da casa, mas também tornavam-se as amigas, as confidentes, a companhia da dona-de-casa, com a fundamental responsabilidade de preservar a saúde mental das "senhoras" a quem lhes eram vetadas actividades auto-satisfatórias), três gerações numa moradia com 4 pisos próxima do centro.
Tradicional também na «gestão dos afectos». Tradicional à Estado Novo: poupados mas honrados! É impensável haver alguém, no núcleo familiar mais fechado, que não goste muito de ti, assim como é impensável que alguém desse núcleo ache que não gostes dele/a. Por isso, não é preciso demonstra-lo. Poupa-se em frases do género "gosto muito de ti", poupa-se em beijinhos, abraços e carícias. É supérfluo, é redundante!
Um dos meus "trabalhos" de crescimento humano foi aperceber-me que TALVEZ nas outras famílias, nas outras pessoas, não fosse também assim. Volta-e-meia sinto que o ?trabalho? não ficou completo: fico na dúvida se «aquele» carinho é do tipo dos que não tive na infância (mas que será normal «naquela» pessoa) ou é do OUTRO tipo.
O meu inato pessimismo leva-me geralmente a pensar que se trata do primeiro tipo. Fica a duvida: quantas relações ficaram no tinteiro por não ter captado les premiéres symptomes e «aquela» pessoa (desconhecedora deste detalhe de educação) a pensar que era menosprezo meu. Quando vierem cá a casa mostro-vos qual é a parede onde costumo bater com a cabeça sempre que penso nisto?
Tradicional também na «gestão dos afectos». Tradicional à Estado Novo: poupados mas honrados! É impensável haver alguém, no núcleo familiar mais fechado, que não goste muito de ti, assim como é impensável que alguém desse núcleo ache que não gostes dele/a. Por isso, não é preciso demonstra-lo. Poupa-se em frases do género "gosto muito de ti", poupa-se em beijinhos, abraços e carícias. É supérfluo, é redundante!
Um dos meus "trabalhos" de crescimento humano foi aperceber-me que TALVEZ nas outras famílias, nas outras pessoas, não fosse também assim. Volta-e-meia sinto que o ?trabalho? não ficou completo: fico na dúvida se «aquele» carinho é do tipo dos que não tive na infância (mas que será normal «naquela» pessoa) ou é do OUTRO tipo.
O meu inato pessimismo leva-me geralmente a pensar que se trata do primeiro tipo. Fica a duvida: quantas relações ficaram no tinteiro por não ter captado les premiéres symptomes e «aquela» pessoa (desconhecedora deste detalhe de educação) a pensar que era menosprezo meu. Quando vierem cá a casa mostro-vos qual é a parede onde costumo bater com a cabeça sempre que penso nisto?
2003/09/19
De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, nao ipomtra a
odrem plea qaul as lrteas de uma plravaa etaso, a úncia csioa iprotmatne é
que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo.
odrem plea qaul as lrteas de uma plravaa etaso, a úncia csioa iprotmatne é
que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo.
a minha secretária fica a 5 metros da máquina de café na empresa. Porque será que me cheira melhor quando está alguém a fazer café para si comigo sentado no lugar, do que quando estou a míseros centímetros da máquina a levar com os vapores na cara?
Se querem que vos diga, o não sueco ao Euro não me surpreendeu. Simples: p'ra quê levar com os defeitos se se pode ter só as vantagens?
Acredito que muito boa gente associe os benefícios do Euro à possibilidade de ir a Espanha ou por essa Europa fora sem cambiar moeda. É ùtil, pois claro!... E aí os suecos lerpam. Não é só pelo nível de vida ser caro que não me apetece ir de férias à Suécia.
As vantagens começaram-se a fazer sentir quando apareceu o mágico 200$482 ( um parêntesis para me congratular por tão redondinha figura. Acho que os queixosos portugueses não pararam para olhar p'as taxas de conversão dos outros países). Numa Europa tão enredada comercialmente, o fim do risco cambial foi um bálsamo essencial. O preço: ausência de independência monetária ( não que ela fosse absoluta, impossível nesta senda globalizante). Ora, mantendo separada do Euro, a Suécia mantem a autonomia monetária possível, tendo um risco cambial menosprezável com a coroa praticamente indexada ao Euro ( num envelope entre os 9.4sek e os 9.0sek por Euro no ùltimo ano e meio).
Mais esperta foi a Noruega que, mantendo-se fora da "Europa Unida", evita a crónica contribuição líquida, conseguindo-se ?colar? à dinâmica comercial comunitária.
Lendo o que escrevi pode parecer incoerente dizer que não sou Euro-céptico nem U.E.-céptico. Não creio que Portugal estivesse na mesma posição que a Noruega ou a Suécia para fazer diferente do que foi feito. A minha lógica é mais: "talvez estivéssemos melhor se não existisse a U.E. e o euro, mas se existe, temos mais é que estar envolvidos."
Pelo contrário: apraz-me verificar que o Euro está paulatinamente a implantar-se. O meu trabalho está ligado aos transportes internacionais, mais concretamente aos extra-comunitários. Sem surpresa o US dólar foi e continua a ser o rei do comércio internacional. Neste momento, começam a aparecer facturas em Euros, das paragens mais variadas ( eu lido com importações). Desejo e antevejo que, num futuro o mais próximo possível, todas as trocas desde e para a U.E. sejam em Euros.
É curioso verificar a necessidade que as pessoas têm de sentir o valor das moedas (= currency) sentindo o peso e tamanho das moedas (=coins) e notas. Este movimento podia ter começado em 1999, data em que o Euro começou a ser cotado, logo a existir. Foi, no entanto, preciso o início da circulação para começar a ser aceite.
Nota: tudo o que digo aqui é empírico, não estudado. Terei todo o gosto de ser corrigido, contrariado. Muita gente conhece-me por ter frequentado a Faculdade de Economia do Porto. Nem toda a gente sabe que não lhe tirei o devido aproveitamento.
Acredito que muito boa gente associe os benefícios do Euro à possibilidade de ir a Espanha ou por essa Europa fora sem cambiar moeda. É ùtil, pois claro!... E aí os suecos lerpam. Não é só pelo nível de vida ser caro que não me apetece ir de férias à Suécia.
As vantagens começaram-se a fazer sentir quando apareceu o mágico 200$482 ( um parêntesis para me congratular por tão redondinha figura. Acho que os queixosos portugueses não pararam para olhar p'as taxas de conversão dos outros países). Numa Europa tão enredada comercialmente, o fim do risco cambial foi um bálsamo essencial. O preço: ausência de independência monetária ( não que ela fosse absoluta, impossível nesta senda globalizante). Ora, mantendo separada do Euro, a Suécia mantem a autonomia monetária possível, tendo um risco cambial menosprezável com a coroa praticamente indexada ao Euro ( num envelope entre os 9.4sek e os 9.0sek por Euro no ùltimo ano e meio).
Mais esperta foi a Noruega que, mantendo-se fora da "Europa Unida", evita a crónica contribuição líquida, conseguindo-se ?colar? à dinâmica comercial comunitária.
Lendo o que escrevi pode parecer incoerente dizer que não sou Euro-céptico nem U.E.-céptico. Não creio que Portugal estivesse na mesma posição que a Noruega ou a Suécia para fazer diferente do que foi feito. A minha lógica é mais: "talvez estivéssemos melhor se não existisse a U.E. e o euro, mas se existe, temos mais é que estar envolvidos."
Pelo contrário: apraz-me verificar que o Euro está paulatinamente a implantar-se. O meu trabalho está ligado aos transportes internacionais, mais concretamente aos extra-comunitários. Sem surpresa o US dólar foi e continua a ser o rei do comércio internacional. Neste momento, começam a aparecer facturas em Euros, das paragens mais variadas ( eu lido com importações). Desejo e antevejo que, num futuro o mais próximo possível, todas as trocas desde e para a U.E. sejam em Euros.
É curioso verificar a necessidade que as pessoas têm de sentir o valor das moedas (= currency) sentindo o peso e tamanho das moedas (=coins) e notas. Este movimento podia ter começado em 1999, data em que o Euro começou a ser cotado, logo a existir. Foi, no entanto, preciso o início da circulação para começar a ser aceite.
Nota: tudo o que digo aqui é empírico, não estudado. Terei todo o gosto de ser corrigido, contrariado. Muita gente conhece-me por ter frequentado a Faculdade de Economia do Porto. Nem toda a gente sabe que não lhe tirei o devido aproveitamento.
Tenho reparado que a RTP repete o "Yes, Prime Minister" sempre que o governo em funções tem crises de popularidade, para expiar os "Humphrey's de Portugal".
Ontem, zapando, apanhei esta deliciosa série na BBC. Pobre Blair...
Já agora Tony: qu' é que fizeste mesmo ao Kelly?
Ontem, zapando, apanhei esta deliciosa série na BBC. Pobre Blair...
Já agora Tony: qu' é que fizeste mesmo ao Kelly?
2003/09/18
Passei a caminho de casa por um relvado recém aparado: Hummmmm, que cheirinho!....
2003/09/17
a coisa que menos gosto neste programa de posting é que não tem "undo". Tive aqui meia hora a fazer um post, por artes mágicas terei feito "select all" antes de inadvertidamente o meu dedinho maroto passar pelo "delete" e PUUUUUFFFFF !, Cadê o texto?
Logo, se a paciência voltar, reescrevo. assunto: o não sueco ao euro.
Logo, se a paciência voltar, reescrevo. assunto: o não sueco ao euro.
hoje de manhã apeteceu-me inserir aqui citações do Mia Couto. Cheguei à conclusão que tinha que inserir quase o livro todo...
Hoje debruço-me sobre os outro blogs. Isto é como as cerejas: a gente linka, e linka, e linka, e linka e linka, e ...já não falta muito para o fim da hora-de-almoço.
Começem por linkar ao Desejo Casar, vejam o post sobre o Natal (!!!) e depois digam-me qualquer coisa.
Hoje debruço-me sobre os outro blogs. Isto é como as cerejas: a gente linka, e linka, e linka, e linka e linka, e ...já não falta muito para o fim da hora-de-almoço.
Começem por linkar ao Desejo Casar, vejam o post sobre o Natal (!!!) e depois digam-me qualquer coisa.
2003/09/16
ABAIXO AS PLAYLISTS DAS RÁDIOS E DISCOTECAS
Num dia que a Antena 3 promove o dia sem repetições, tenho que manifestar o meu desagrado por este tipo de iniciativa não ser disseminado por TODAS as rádios, TODOS os dias.
As playlists são autênticas BRAINWASHERS. Assim, é fácil a malta jovem gostar daquelas musiquinhas... Experimentem uma semana só a Rute Marlene e Toni Carreira e vejam se a malta também não começa a curtir!
Ofereçam-nos pérolas escondidas nos lados B ( pois, agora os CD não tem lado B, mas vocês percebem). Os nossos ouvidos agradecem.
Num dia que a Antena 3 promove o dia sem repetições, tenho que manifestar o meu desagrado por este tipo de iniciativa não ser disseminado por TODAS as rádios, TODOS os dias.
As playlists são autênticas BRAINWASHERS. Assim, é fácil a malta jovem gostar daquelas musiquinhas... Experimentem uma semana só a Rute Marlene e Toni Carreira e vejam se a malta também não começa a curtir!
Ofereçam-nos pérolas escondidas nos lados B ( pois, agora os CD não tem lado B, mas vocês percebem). Os nossos ouvidos agradecem.
Tenho vindo de eléctrico-também-conhecido-por-Metro-do-Porto para o emprego. É mais caro, tenho que acordar 20 minutos mais cedo, tenho que parquear na única rua sem parquimetro da redondeza. Então porque não continuo a vir no meu Boguinhas? A razão que originou esta decisão prende-se com as obras do nó de Francos, e as consequências no trânsito que o regresso aos aulas adivinham. Também é verdade que poupo à Nação a importação de 1,6 litros de gasolina por dia, e ao Planeta o equivalente em gases tóxicos.
O que me tem feito manter esta decisão é mais terreno. Por um lado, não preciso de conduzir no trânsito caótico da hora-de-ponta ( se o stress fosse mensurável, estou certo que as Autoridades percebiam que afinal não é o àlcool o principal causador de acidentes). Mas sobretudo poder usar estes 25 minutos (para cada lado) para me banhar no Mundo Fantástico de Mia Couto, neste caso com "Um rio chamado Tempo, uma casa chamada Terra".
Os dias começam melhor....
O que me tem feito manter esta decisão é mais terreno. Por um lado, não preciso de conduzir no trânsito caótico da hora-de-ponta ( se o stress fosse mensurável, estou certo que as Autoridades percebiam que afinal não é o àlcool o principal causador de acidentes). Mas sobretudo poder usar estes 25 minutos (para cada lado) para me banhar no Mundo Fantástico de Mia Couto, neste caso com "Um rio chamado Tempo, uma casa chamada Terra".
Os dias começam melhor....
2003/09/15
ontem um pouco por acaso fui ver Jet Lag e devo dizer que gostei. ( o acaso veio de crer que o Ken Park estava no Nun'Alvares, o que que falta para o acaso "completo" é que já tinha pensado ver).
Eu, o gajo dos filmes esquisitos, apanho-me numa comédia romântica e gosto.
O que este filme tem que os outros não têm? Creio que o facto de não ter um setting pró-romântico foi crucial ( um aeroporto, greves, atrasos de vôos,...). Nem o clichè "somos-tão-diferentes-mas-no-fundo-somos-tão-iguais-que-nos-atraímos-mutua-e-inexplicávelmente" me desanimou. A certa altura senti-me de volta ao Charles de Gaulle e à confusão já típica sem greves.
Se alguém me quiser demover a ver Ken Park ainda vai a tempo.
Eu, o gajo dos filmes esquisitos, apanho-me numa comédia romântica e gosto.
O que este filme tem que os outros não têm? Creio que o facto de não ter um setting pró-romântico foi crucial ( um aeroporto, greves, atrasos de vôos,...). Nem o clichè "somos-tão-diferentes-mas-no-fundo-somos-tão-iguais-que-nos-atraímos-mutua-e-inexplicávelmente" me desanimou. A certa altura senti-me de volta ao Charles de Gaulle e à confusão já típica sem greves.
Se alguém me quiser demover a ver Ken Park ainda vai a tempo.
veio ter lá a casa um comentário que a certa altura dizia algo do género:" conheço-te à tanto tempo e no fundo não te conheço, porque não conheço as tuas opiniões". Meu caríssimo tio: esse sentimento é a regra, não a excepção, das pessoas que me conhecem, e o meu sentimento sobre as pessoas que conheço. Tende-se a falar sobre o que fizemos, onde fomos nas férias convencidos que isso é o que interessa ao nosso interlocutor. Sinto que se passa não só comigo, que sou calado, mas também com pessoas que falam pelos cotovelos.
O sentido de criar este blog passa muito por aí. Por um lado, comunicar sem hora nem lugar marcado. O Porto tem uns míseros kms de perímetro e a quantidade de gente que não vejo há muito tempo é assustadora. Temos as nossas vidinhas, mas desde que tenhamos um computador e uma linha de telefone, a internet permite-nos comunicar quando podemos ( no intervalo de almoço, por exemplo).
Por outro lado, sentia necessidade de falar sobre o que nunca achei pertinente abordar nas outras conversas. Mais importante do que isso: "ouvir" o que VOCÊS têm a dizer sobre o assunto. Se não vir nenhum comentário escrito vou acreditar que de facto fiz bem em não abordar estes assuntos live.
Aqui, sinto-me maestro: eu induzo o ritmo e o tom, vocês soltam cá para fora as notas musicais que vão compôr a melodia.
O sentido de criar este blog passa muito por aí. Por um lado, comunicar sem hora nem lugar marcado. O Porto tem uns míseros kms de perímetro e a quantidade de gente que não vejo há muito tempo é assustadora. Temos as nossas vidinhas, mas desde que tenhamos um computador e uma linha de telefone, a internet permite-nos comunicar quando podemos ( no intervalo de almoço, por exemplo).
Por outro lado, sentia necessidade de falar sobre o que nunca achei pertinente abordar nas outras conversas. Mais importante do que isso: "ouvir" o que VOCÊS têm a dizer sobre o assunto. Se não vir nenhum comentário escrito vou acreditar que de facto fiz bem em não abordar estes assuntos live.
Aqui, sinto-me maestro: eu induzo o ritmo e o tom, vocês soltam cá para fora as notas musicais que vão compôr a melodia.
2003/09/11
ontem apanhei na NTV o final de um debate que me prendeu: falava-se de comunidades urbanas. Não consegui perceber o estado de desenvolvimento do processo, descubro hoje que ja' que este depende do interesse/grau de entendimento das respectivas autarquias integradas em dada Comunidade Urbana ( tinha a esperança de conseguir usar iniciais para encurtar a mensagem mas achei melhor não...)
Ontem pensava: "Vais ver que as minhas opiniões do tempo do referendo de 1998 soltaram-se da minha cabeça sem que eu desse por isso e estivessem a ser seguidas 5 anos depois !...". Já na altura defendia que a regionalização proposta não era a melhor, preferia a "distritização"ou algo menor ainda, a "metropolização". No fundo achava que os exemplos das areas de Lisboa e Porto eram para ser aprofundados e difundidos por todo o território.
É claro que este processo deve acontecer a custo zero para o contribuinte. E que não haja desemprego. Simplesmente que ao haver tranferência de competências para as com.urb., acarrecta igual transferência orçamental e transferência de necessidade laboral, em ambos os casos de soma nula, a montante ( Governo e Direcções Regionais) e a Jusante ( Autarquias). Tudo em nome da eficácia do aparelho governativo como um todo. Em vez do lema "Menor Estado, Melhor Estado", embandeire-se o lema "o Mesmo Estado, Muito Melhor Estado".
Vejo apenas um problema a colmatar ( há também o problema do "reposicionamento do lobbying, embora esse seja precisamente uma das externalidades positivas): Embora as mudanças laborais a jusante não sejam controversas ( eu próprio trabalho num município diferente da minha residência, o mesmo acontecendo a muita gente), a transferência de recurso humanos das entidades centrais para as com.urb traz, de facto, uma redução de pessoal em Lisboa. Levianamente se pensa "é da maneira que se re-povoa o enterior e se assiste a uma diminuição da macrocefalia da Grande Lisboa, com um aumento da qualidade de vida dos que são forçados a partir mas também dos que ficam." Obviamente não é tão simples quanto isso.
Que pensam sobre isto?
Ontem pensava: "Vais ver que as minhas opiniões do tempo do referendo de 1998 soltaram-se da minha cabeça sem que eu desse por isso e estivessem a ser seguidas 5 anos depois !...". Já na altura defendia que a regionalização proposta não era a melhor, preferia a "distritização"ou algo menor ainda, a "metropolização". No fundo achava que os exemplos das areas de Lisboa e Porto eram para ser aprofundados e difundidos por todo o território.
É claro que este processo deve acontecer a custo zero para o contribuinte. E que não haja desemprego. Simplesmente que ao haver tranferência de competências para as com.urb., acarrecta igual transferência orçamental e transferência de necessidade laboral, em ambos os casos de soma nula, a montante ( Governo e Direcções Regionais) e a Jusante ( Autarquias). Tudo em nome da eficácia do aparelho governativo como um todo. Em vez do lema "Menor Estado, Melhor Estado", embandeire-se o lema "o Mesmo Estado, Muito Melhor Estado".
Vejo apenas um problema a colmatar ( há também o problema do "reposicionamento do lobbying, embora esse seja precisamente uma das externalidades positivas): Embora as mudanças laborais a jusante não sejam controversas ( eu próprio trabalho num município diferente da minha residência, o mesmo acontecendo a muita gente), a transferência de recurso humanos das entidades centrais para as com.urb traz, de facto, uma redução de pessoal em Lisboa. Levianamente se pensa "é da maneira que se re-povoa o enterior e se assiste a uma diminuição da macrocefalia da Grande Lisboa, com um aumento da qualidade de vida dos que são forçados a partir mas também dos que ficam." Obviamente não é tão simples quanto isso.
Que pensam sobre isto?
2003/09/10
Quero dizer a TODO O MUNDO que sou amigo da Teresa e do Paulo. (não sei porquê, não estou a conseguir colocar aqui um link, pelo que sugiro que cliquem na coluna à direita em "Leigos.."
Quem me conhece sabe que há muito perdi a fé católica mais especificamente a sua componente Institucional e a metafísica.
Só mais tarde comecei a perceber que a Bíblia TALVEZ tenha sido a uma gigantesca sucessão de metáforas, tentando transmitir o que de melhor o ser humano é capaz. Outras pessoas de outros povos fizeram o mesmo, dando nome diferente ao seu "livro".
A Teresa e o Paulo preferiram partir para a prática, dando literalmente o "corpinho". Estes MEUS AMIGOS preferiram atrasar tres anos a casinha de sonho, o carro porreiro, o emprego estável, os descontos para a Segurança Social, todas aquelas coisas que nós, comuns mortais, não imaginámos prescindível, ou adiável.
Estes MEUS AMIGOS doaram, não uns toestões, mas literalmente três anos das suas vidas, as três primeiras de casados (!!) para ajudar crianças orfãs ou necessitadas na Tanzânia ! Pensarão como eu "Tanzânia? Mas isso significa muito mais do que o acima citado, isso significa prescindir temporariamente de todo um conceito de vida Ocidental sec. XXI que nós, os comuns mortais ocidentais, nem questionamos. Não é como fazer o bem no Porto, podendo todos os dias ir para casa!" Exacto.
Quando penso neles doi-me o coração de inveja, por não me sentir capaz de fazer o mesmo....
Quem me conhece sabe que há muito perdi a fé católica mais especificamente a sua componente Institucional e a metafísica.
Só mais tarde comecei a perceber que a Bíblia TALVEZ tenha sido a uma gigantesca sucessão de metáforas, tentando transmitir o que de melhor o ser humano é capaz. Outras pessoas de outros povos fizeram o mesmo, dando nome diferente ao seu "livro".
A Teresa e o Paulo preferiram partir para a prática, dando literalmente o "corpinho". Estes MEUS AMIGOS preferiram atrasar tres anos a casinha de sonho, o carro porreiro, o emprego estável, os descontos para a Segurança Social, todas aquelas coisas que nós, comuns mortais, não imaginámos prescindível, ou adiável.
Estes MEUS AMIGOS doaram, não uns toestões, mas literalmente três anos das suas vidas, as três primeiras de casados (!!) para ajudar crianças orfãs ou necessitadas na Tanzânia ! Pensarão como eu "Tanzânia? Mas isso significa muito mais do que o acima citado, isso significa prescindir temporariamente de todo um conceito de vida Ocidental sec. XXI que nós, os comuns mortais ocidentais, nem questionamos. Não é como fazer o bem no Porto, podendo todos os dias ir para casa!" Exacto.
Quando penso neles doi-me o coração de inveja, por não me sentir capaz de fazer o mesmo....
Por favor, não comentem as calinadas de português do ùltimo post.
É por demais evidente. Desculpem lá...
É por demais evidente. Desculpem lá...
enquanto faço mais um teste ao sistema de comentários, comento uma curiosidade da língua portuguesa, que me foi alertada por diversos alunos Erasmus que estiveram no Porto este ano.
Já repararam que é normal dizemos " Desculpa lá ". O que eles me perguntam era "Lá onde?". De facto ! De onde veio o "lá" nessa expressão.
Já repararam que é normal dizemos " Desculpa lá ". O que eles me perguntam era "Lá onde?". De facto ! De onde veio o "lá" nessa expressão.
2003/09/09
Por altura do recente casamento de uma colega de trabalho, divaguei sobre esta Instituição. Fiquei completamente alterado.
Não propriamente sobre a Instituição. Sobre isso é pacífico que só lhe encontro utilidade fiscal e ao nível de alguns direitos que apenas são concedidos a cônjuges (palavrinha feia, não acham???)
( um parêntesis para dizer que escrevo isto com o Neil Hannon – Devine Comedy – a dizer “…restate my assumptions…”. Irónico,heim? )
Refiro-me à cerimónia, mais concretamente à boda e a toda essa INDUSTRIA que gira à sua volta. Apetece-me gritar alto URUBUS! AGIOTAS!
Onde é que os noivos estão com a cabeça quando aceitam gastar as alarvidades que custam TODOS, mesmo TODOS, os componentes desta tragédia: A Quinta (um BOM restaurante não é BOM suficiente), o catering elevado ao expoente do desperdício da comida, a Banda pimba, as opulentas flores, os foguetes, o vestido da Noiva, o fato do Noivo, o fotógrafo, o câmara-man, sei la’ que mais…
Para só falar da boda, para não incluir os custos do serviço religioso (nesta sociedade cada vez menos religiosa, a começar pelos noivos…).
Dei por mim a concluir que teria sido mais amigo dos noivos se tivesse declinado o convite. É que a prenda que tinha para eles era de menor valor do que o que eles estavam a gastar com a minha presença na boda! Felizmente inventaram as listas de casamento que evitam que, além de menor valor, a prenda não fosse inútil ao casal. Senti-me um fardo à minha colega mas a minha consciência estava tranquila quanto ao valor da minha prenda. RAIOS! As pessoas estão a perder a noção das coisas fundamentais. Uma prenda é uma oferenda, uma lembrança, um sinal de apreço pelos seres que estão a casar, não devia sequer ser mensurada em valor fiduciário. Estarei a ver mal as coisas?
Agora que volto a pensar quando escrevo, apercebo-me que acaba por ser inteligente ir casar a um lugar exótico! Paga-se as viagens aos padrinhos ( a lua-de-mel já ia ser por ali mesmo, pelo que não conta para o comparativo), pode-se convidar toda a gente e aos poucos que tem dinheiro e disponibilidade para essa aventura paga-se uma barrigada de marisco num “rústico” restaurante de praia.
Ainda sobra dinheiro para oferecer uma fotografia da cerimónia a todos os nossos queridos que não puderem estar presentes ( OOOOHHH!!!!). É mais barato e dá uma excelente impressão. Já imagino: “Já soubeste? O Pedro foi casar à Bahia! UAU!”
O.K., a ideia já tenho. Só me falta encontrar a noiva.
Outra ideia: caros fregueses, não será preciso dizer que quem me apresentar A pessoa certa, será convidado para padrinho/madrinha e portanto, terão viagemzinha paga, valeu?
Não propriamente sobre a Instituição. Sobre isso é pacífico que só lhe encontro utilidade fiscal e ao nível de alguns direitos que apenas são concedidos a cônjuges (palavrinha feia, não acham???)
( um parêntesis para dizer que escrevo isto com o Neil Hannon – Devine Comedy – a dizer “…restate my assumptions…”. Irónico,heim? )
Refiro-me à cerimónia, mais concretamente à boda e a toda essa INDUSTRIA que gira à sua volta. Apetece-me gritar alto URUBUS! AGIOTAS!
Onde é que os noivos estão com a cabeça quando aceitam gastar as alarvidades que custam TODOS, mesmo TODOS, os componentes desta tragédia: A Quinta (um BOM restaurante não é BOM suficiente), o catering elevado ao expoente do desperdício da comida, a Banda pimba, as opulentas flores, os foguetes, o vestido da Noiva, o fato do Noivo, o fotógrafo, o câmara-man, sei la’ que mais…
Para só falar da boda, para não incluir os custos do serviço religioso (nesta sociedade cada vez menos religiosa, a começar pelos noivos…).
Dei por mim a concluir que teria sido mais amigo dos noivos se tivesse declinado o convite. É que a prenda que tinha para eles era de menor valor do que o que eles estavam a gastar com a minha presença na boda! Felizmente inventaram as listas de casamento que evitam que, além de menor valor, a prenda não fosse inútil ao casal. Senti-me um fardo à minha colega mas a minha consciência estava tranquila quanto ao valor da minha prenda. RAIOS! As pessoas estão a perder a noção das coisas fundamentais. Uma prenda é uma oferenda, uma lembrança, um sinal de apreço pelos seres que estão a casar, não devia sequer ser mensurada em valor fiduciário. Estarei a ver mal as coisas?
Agora que volto a pensar quando escrevo, apercebo-me que acaba por ser inteligente ir casar a um lugar exótico! Paga-se as viagens aos padrinhos ( a lua-de-mel já ia ser por ali mesmo, pelo que não conta para o comparativo), pode-se convidar toda a gente e aos poucos que tem dinheiro e disponibilidade para essa aventura paga-se uma barrigada de marisco num “rústico” restaurante de praia.
Ainda sobra dinheiro para oferecer uma fotografia da cerimónia a todos os nossos queridos que não puderem estar presentes ( OOOOHHH!!!!). É mais barato e dá uma excelente impressão. Já imagino: “Já soubeste? O Pedro foi casar à Bahia! UAU!”
O.K., a ideia já tenho. Só me falta encontrar a noiva.
Outra ideia: caros fregueses, não será preciso dizer que quem me apresentar A pessoa certa, será convidado para padrinho/madrinha e portanto, terão viagemzinha paga, valeu?
Ainda falando em bares e discotecas, descobri a pólvora!
Chama-se BláBlá, fica em Matosinhos, no segundo cruzamento de Brito Capelo. A música é dita alternativa (assunto a retomar). Na onda da minha querida Antena 3. Eminem e toda aquela trupe da MTV estão proscritos, graças a Deus!...
Nunca me senti apertado, o consumo mínimo é perfeitamente aceitável: €5.00.
Mais surpreendente é que foi o primeiro sítio onde estive que não me senti incomodado por haver mais homens do que mulheres! Pela simples razão que quem lá vai é para gozar a música (gozar no sentido brasileiro do termo…) e não para ser visto. Não estou com isto a dizer que não haja “mico activo” ou que não gostaria de ver mais mulheres por lá.
Sinto-me bem lá e volto.
Chama-se BláBlá, fica em Matosinhos, no segundo cruzamento de Brito Capelo. A música é dita alternativa (assunto a retomar). Na onda da minha querida Antena 3. Eminem e toda aquela trupe da MTV estão proscritos, graças a Deus!...
Nunca me senti apertado, o consumo mínimo é perfeitamente aceitável: €5.00.
Mais surpreendente é que foi o primeiro sítio onde estive que não me senti incomodado por haver mais homens do que mulheres! Pela simples razão que quem lá vai é para gozar a música (gozar no sentido brasileiro do termo…) e não para ser visto. Não estou com isto a dizer que não haja “mico activo” ou que não gostaria de ver mais mulheres por lá.
Sinto-me bem lá e volto.
Alguém disse Crise?
Quem fala nisso não deve ter passado pelos diversos bares que “compelem” os seus clientes ( pelo menos os masculinos) a deitar fora € 15.00 ou, nas famosas “noites das mulheres” € 25.00 … Vazias? Não podiam estar mais cheias. O pessoal que se diz civilizado, que não tolera filas ou banhos de multidão, imploram por entrar, por estar apertado, a transpirar, e a gastar o bendito dinheirinho em bebidas que custam infinitamente menos.
Serei visto nestes locais? É verdade, sou um hipócrita. É que muita da socialização de hoje em dia passa por aí e eu nem sempre me sinto confortável com a solidão.
Quem fala nisso não deve ter passado pelos diversos bares que “compelem” os seus clientes ( pelo menos os masculinos) a deitar fora € 15.00 ou, nas famosas “noites das mulheres” € 25.00 … Vazias? Não podiam estar mais cheias. O pessoal que se diz civilizado, que não tolera filas ou banhos de multidão, imploram por entrar, por estar apertado, a transpirar, e a gastar o bendito dinheirinho em bebidas que custam infinitamente menos.
Serei visto nestes locais? É verdade, sou um hipócrita. É que muita da socialização de hoje em dia passa por aí e eu nem sempre me sinto confortável com a solidão.
Para começar os posts sérios, elegi As Nortadas.
Não vou falar na consequência das mesmas nas praias nortenhas, tão conhecida dos veraneantes locais.
Vejo muito claro que, num futuro onde cada vez mais se utiliza a energia eléctrica e os combustíveis naturais do Planeta caminham para a extinção, o domínio das energias renováveis ditará o desenvolvimento das Nações (ou, para os mais pessimistas, a sua sobrevivência).
Não sou economista para ter certeza da viabilidade financeira, nem engenheiro para inventar um engenho eficaz, nem biólogo para afirmar que tal proposta é inócua ao ambiente mas POR QUE RAIO NINGUÉM SE LEMBROU DE CONSTRUIR UM PARQUE EÓLICO NO LITORAL NORTE?
Será que as pessoas pensam que as andorinhas na primavera não vão conseguir se desviar daquelas enormes pás? Estaremos à espera que o petróleo acabe mesmo? Acham assim tão inestético? Será mesmo inviável? (Não será por falta de vento certamente?)
Quem me puder dar luzes sobre o assunto aqui a seguir, fico eternamente grato.
Não vou falar na consequência das mesmas nas praias nortenhas, tão conhecida dos veraneantes locais.
Vejo muito claro que, num futuro onde cada vez mais se utiliza a energia eléctrica e os combustíveis naturais do Planeta caminham para a extinção, o domínio das energias renováveis ditará o desenvolvimento das Nações (ou, para os mais pessimistas, a sua sobrevivência).
Não sou economista para ter certeza da viabilidade financeira, nem engenheiro para inventar um engenho eficaz, nem biólogo para afirmar que tal proposta é inócua ao ambiente mas POR QUE RAIO NINGUÉM SE LEMBROU DE CONSTRUIR UM PARQUE EÓLICO NO LITORAL NORTE?
Será que as pessoas pensam que as andorinhas na primavera não vão conseguir se desviar daquelas enormes pás? Estaremos à espera que o petróleo acabe mesmo? Acham assim tão inestético? Será mesmo inviável? (Não será por falta de vento certamente?)
Quem me puder dar luzes sobre o assunto aqui a seguir, fico eternamente grato.