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2003/12/27

Feliz 2004 !
Eu sei que ainda é cedo, ainda faltam uns dias, mas tenciono começar hoje mesmo uma daquelas típicas resoluções de fim-de-ano:
Adeus Blogosfera, o Mentecapto volta à sua caverna.

2003/12/23

Ontem à noite estive a fazer babysitting ao meu sobrinho ( chamar baby a um ganapo que já me fica pelos ombros, é um eufemismo...). O meu irmão deixou-me para ver "Elizabeth". Como ainda faltava 15 minutos para o toque de retirada, deixei o miúdo ver um pouco do filme.
Para quem não conhece o filme ( e eu não conhecia), este começa com as torturas da medieval Inquisição...
- Não sei se é para a tua idade...
- Ó tio, não te preocupes, já vi pior! Isto é do género do "Gladiator", não é?

Aqueles 15 minutos foram ENORMES à espera que o rapaz não reparasse que aqueles senhores MAUS eram representantes da religião que os seus pais tão fervorosamente seguem e lhe incutem!...

2003/12/15

Sempre fui um aluno muito regular a Português: 3,3,3,3,3,3,3,10,10,10,10,10.
Correcção: tive um 2 no meio do 8º ano e eventualmente um 11 no 10º ou 11º.
Não me orgulho, mas também não me envergonha. Cresci na crença de que havia 3 tipos de miúdos:
a) os que gostam de Matemática mas dão erros a português;
b) os que gostam de português mas fogem da Matemática;
c) os que fogem ...da escola.
Criança que gostasse das duas disciplinas não era normal, ia contra a sua natureza....

Como já devem ter percebido eu pertencia à primeira categoria. Nova correção: pertenço.
Já me sugeriram, como quem não quer a coisa, que eu escrevesse os posts em Word, com o corrector ACTIVADÍSSIMO. Recuso-me. Assim como, se fosse uma mulher de peito pequeno, negaria o silicone: não é tão atrente à vista, mas é autêntico! É o que eu tenho para dar, sem rede. Sou eu, falível. Sou eu, como os intímos me conhecem.
Evidentemente tento corrigir, sempre que noto algo de errado. Mas gosto de escrever directo, conforme me vem aos dedos, depois de decidido um tema e de ter sido matutado q.b.

As imagens da captura do Tio Saddam atiraram-me (além das considerações sobre as consequências do acontecimento) para um boato que ocorreu há quase 2 anos, por altura do início da circulação do Euro.
O detalhe catapultador foi a notícia que a parca bagageira do Sr. Ditador incluía usd 700.000.000,00 e o boato dizia que os E.U.A. iriam também mudar a moeda.
Não acabar com a denomínação dólar, tampouco alterar o valor ( 'tou a imaginar os americanos de calculadora em punho porque o novo dólar valia 10 dólares antigos...) mas simplesmente criar novas notas, mais pequenas e com sistemas de segurança actualizados.
Na altura era dito que foi uma vantagem para a Europa a possibilidade de calcular o montante de capital circulante e retirar de circulação toda a moeda falsa entretanto emitida nos diversos países.
Tendo em conta que todos os paraísos fiscais usam o u.s.dólar ( acho...) e todo o tráfego ilícito - do mulherio ao pó branco, passando pelo armamento - é "lubrificado" em u.s. dólares, estou a ver tudo quanto é traficante e terrorista a correr aos seus bancos "Olhe, vim trocar estes dólarezinhos!...."

2003/12/13

Assim como se debruçava sobre a História da Filosofia em "o mundo de Sofia", o Jostein neste "Maya" que ainda estou a ler divaga, em simultâneo com a historieta, sobre a Evolução do Universo, mais concretamente do Mundo animal, onde o Homem se inclui.
Sucintamente se diz que as espécies foram evoluindo de geração em geração, por pequenas mutações que benificiam a própria especie, em função da sua utilidade para a sua sobrevivência ou supermacia num dado habitat.
É neste contexto que surge a minha dúvida do dia:
Qual é a utilidade para a raça humana, mais concretamente, a masculina de ter os tin-tins cá fora?

2003/12/12

Estou mesmo contente! Anteontem vi, em Serralves, o Benício del Toro com uma pança do tamanho da minha !!!!!

Dúvida do dia:
porque é que tenho um desejo incontrolável de bocejar sempre que alguém faz o mesmo à minha frente?
Mais: porque acontece o mesmo quando alguém boceja do outro lado da linha telefónica?....

2003/12/11

Este fim-de-semana fui, como muito boa gente, dar uma volta.
Rendi-me a Sesimbra, à Arrábida e ainda à costa que vai do cabo da Roca até Ericeira.
3 dias que me souberam pela vida. E penso: porque raio não faço isto mais vezes, p.ex. um "fds" por mês?
Talvez porque, não sei quando na História de Portugal, se instituiu o Subsídio de Férias. A malta leva com uma injecção de capital extra lá p'ra Agosto e vai-se divertir p'ras filas da EN125 ou para os "pacotes" das praias além-fronteira. É verdade que, se assim não fosse, nunca teria conhecido os E.U.A. ou a Europa Central, porque me custaria a largar o dinheiro que as respectivas férias levaram.
Este fds, no entanto, trouxe-me à evidência algo matematizável em 2 equações:
a) orçamento anual para férias= Y , em que Y é uma constante
b) prazer ( férias 15 dias) <<<<<( leia-se : muito <) prazer ( férias 2/3 dias)^n, em que N é o número de fds passados de vacaciones.

Como sabemos estamos mal em Matemática. Por exemplo, os nossos amigos aqui ao lado não recebem subsídio de férias ( lá por isso ganham mais todos os meses) e é vê-los usar as equações acima entupindo os Hostales e Paradores fds atrás de fds.

Pensamento do dia:
A Blogosfera é como uma livraria: tantos livros nas prateleiras, tanta coisa boa para ler, tanta coisa que vamos ter que optar não ler porque o tempo não dá para mais!

2003/12/10

Lá em casa, gostamos do People & Arts. Excepto quando aparece aqueles "Notes" sobre:
- Line dancing;
- Barcelona;
- Gaudí;
- Risos e gargalhadas;
- Os sobreviventes da queda de um avião nos Andes;
- Uma expedição façon "Camel Trophy", com uma incursão de sobrenatural;
- outros que não me estou a lembrar.

'Tou farto. Por isso, hoje fui ao site da BBC e pedi encarecidamente que acabem com aqueles "enche-chouriços"!
E agora, toca a entupir-lhes a caixa de correio com igual pedido ! Pode ser que acordem...

Porque não nos encontraremos antes do Natal, um casal amigo decidiu oferecer-me já uma prenda e obrigar-me a abri-la imediatamente, tal a ânsia de ver a minha reacção. Como me sabiam «amigo da blogosfera» e são do tempo em que me auto-alcunhava Pipi K. Ross, compraram, cheios de boa-vontade, este livro.
Pois! Só tinham mesmo essas permissas, desconhecendo ( é verdade, há ainda alguém que desconhece o conteúdo desse spot!) o tipo de prosa que aí constava....
Ah! Mais um detalhe: são dos poucos jovens que conheço que semanalmente praticam aquele ritual que a Igreja Católica chama "missa"...
É-me impossível descrever a mutação facial destes meus amigos, à medida que um terceiro amigo (também ele desconhecedor, mas positivamente curioso) citava trechos da minha prenda. Delicioso !

2003/12/03

Ando a ler "Maya" de Jostein Gaarder ( mais famoso por "O Mundo de Sofia").
Eis uma citação que achei interessante para lançar aos vossos comentários:
"Fazer que não percebia o que diziam era uma coisa, mas eu não estava tão corrupto que me pusesse a espiar a sua nudez; deixava a Deus esse vil comportamento, pois Ele era o próprio paradigma do mirone."

Entretanto, a Mónica, num dos melhores posts que li em Novembro, leva-me ( não me perguntem em que sentido) a incluir aqui uma segunda citação, desta vez não tão pequena:
"Também contei a Laura o trágico mito de Verana. Verana era uma bela jovem que tinha tantos pretendentes que não se conseguia decidir por nenhum deles, e estava sempre a queixar-se de que precisa de mais tempo para escolher. Um dia, um mago deu-lhe uma poção mágica. Quando tivesse bebido metade, viveria eternamente, explicou-lhe o mago. Assim teria muito tempo para procurar e encontrar o homem com quem partilhar a vida. Quando o encontrasse, a única coisa que teria de fazer era dar-lhe o resto da poção mágica e assim também ele viveria eternamente. Verana apressou-se a tomar a poção mágica e viveu durante muito tempo sem conseguir decidir-se por nenhum homem. Passaram-se cem anos, e Verana conservava-se igualmente jovem e bela, mas à medida que os dias iam passando tornava-se mais difícil decidir-se por um homem ao qual se entregaria. Entendia que a poção mágica ainda tinha dificultado mais a tomada de decisão, não só porque já tinha muitos mais homens para eleger, mas porque também dispunha de muito mais tempo para decidir. O facto de o homem poder estar junto dela não só durante a vida mas eternamente tão-pouco facilitou a decisão. Ao cabo de duzentos anos, Verana tinha conhecido tantos pretendentes que já não era capaz de amar nenhum e, contudo, estava condenada a viver eternamente na Terra, e assim continua a vaguear pelo mundo. Quando um homem se enamora de uma mulher incapaz de se decidir, deve estar alerta, porque pode ter sucumbido aos encantos da fria e desafortunada Verana. Muitos homens entregaram o seu coração e a sua joventude a Verana, mas nenhum a terá jamais."

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