2004/01/29
Hipocrisias Post Mortem II
Quando escrevi o post na terça não sabia ainda que o corpo do meu primo (que ternamente me chamava "A pulga" desde que me lembro) já tinha sido resgatado do Rio Douro.
Acho que ele sabia que, apesar de nós (que o amavamos) não o irmos visitar onde se encontrava internado, ele poderia contar com aquelas doces mentiras...
Quando escrevi o post na terça não sabia ainda que o corpo do meu primo (que ternamente me chamava "A pulga" desde que me lembro) já tinha sido resgatado do Rio Douro.
Acho que ele sabia que, apesar de nós (que o amavamos) não o irmos visitar onde se encontrava internado, ele poderia contar com aquelas doces mentiras...
2004/01/28
Apesar de não ter uma grande relação com o livro sagrado da religião que me baptizou ( leia-se: a ultima vez que lhe peguei foi na comunhão solene há....21 anos), tenho sentido de forma intensa o peso bíblico do meu nome, naquela parte em que diz mais ou menos isto: "negarás três vezes que me conheces antes do amanhecer".
Bem, se isso significar que, ultrapassada essa fase, dedicar-lhe-ei a atenção que S.Pedro dedicou a Jesus Cristo, não tenho mesmo nada que preocupar, muito pelo contrário......
Bem, se isso significar que, ultrapassada essa fase, dedicar-lhe-ei a atenção que S.Pedro dedicou a Jesus Cristo, não tenho mesmo nada que preocupar, muito pelo contrário......
Sempre que me ponho a imaginar quem será O meu pipi ( admitindo que seja uma figura publica), vem à mente esta personagem...


2004/01/27
Hipocrisias Post Mortem I
Irrita-me que:
- quem não gostava de futebol, tenha ficado colado ao ecrã estes dois dias,
- quem o achava uma óptimo efectivo-ao-banco tenha passado a achar um craque,
- quem não tenha conhecido o jovem, tenha a lata de aparecer ao funeral e se tenha "atirado" para a frente das câmaras neste momento tão sensível.
É triste um jovem de 24 anos ter uma paragem cardíaca e falecer, é impressionante que isso tenha ocorrido em directo, em close-up.
Mas, como dizia a Xocolaty, quantas outra pessoas, menos mediáticas, morrem por causas tão ou mais, impressionantes do que esta.
( achei desnecessário especificar o mote deste post. para as mentes mais distraídas do que eu, tenho o e-mail de serviçoaà disposição)
Irrita-me que:
- quem não gostava de futebol, tenha ficado colado ao ecrã estes dois dias,
- quem o achava uma óptimo efectivo-ao-banco tenha passado a achar um craque,
- quem não tenha conhecido o jovem, tenha a lata de aparecer ao funeral e se tenha "atirado" para a frente das câmaras neste momento tão sensível.
É triste um jovem de 24 anos ter uma paragem cardíaca e falecer, é impressionante que isso tenha ocorrido em directo, em close-up.
Mas, como dizia a Xocolaty, quantas outra pessoas, menos mediáticas, morrem por causas tão ou mais, impressionantes do que esta.
( achei desnecessário especificar o mote deste post. para as mentes mais distraídas do que eu, tenho o e-mail de serviçoaà disposição)
2004/01/26
Porque é que não nos ensinam a lidar com a deficiência?
Este sábado, na discoteca onde fui, estava um jovem com uma deficiência motora clara. Não dos que aindam de cadeiras de rodas mas dos que têm uma sustentação vertical muito débil ( se viram o Forest Gump, lembram-se como ele ensinou o Elvis a dançar...) . O meu primeiro raciocínio foi para o facto de que aquele espaço costuma encher ( mais do que acabou por encher) e nessa alturas mesmo "nós", com mobilidade normal, temos que ter algum cuidado para não andar aos encontrões ou simples toques.
Aquele jovem precisava de mais espaço, coisa de que devia ter sido alertado à porta.
Mas depois pensei: "Claro que ele tem direito a entrar numa discoteca, a divertir-se" e tentei considerar aquilo o mais natural possível.
E o jovem parecia divertir-se à brava ( desconfio que não terá sido sempre assim, acidente ou doença fulminante), acompanhava as subidas de ritmo da musica e tudo! Nunca se esbarrou em mim, só a subir um lanço de escadas notei-lhe alguma dificuldade.
Mas porque será que não consegui evitar que aquela presença me angustiasse?
Este sábado, na discoteca onde fui, estava um jovem com uma deficiência motora clara. Não dos que aindam de cadeiras de rodas mas dos que têm uma sustentação vertical muito débil ( se viram o Forest Gump, lembram-se como ele ensinou o Elvis a dançar...) . O meu primeiro raciocínio foi para o facto de que aquele espaço costuma encher ( mais do que acabou por encher) e nessa alturas mesmo "nós", com mobilidade normal, temos que ter algum cuidado para não andar aos encontrões ou simples toques.
Aquele jovem precisava de mais espaço, coisa de que devia ter sido alertado à porta.
Mas depois pensei: "Claro que ele tem direito a entrar numa discoteca, a divertir-se" e tentei considerar aquilo o mais natural possível.
E o jovem parecia divertir-se à brava ( desconfio que não terá sido sempre assim, acidente ou doença fulminante), acompanhava as subidas de ritmo da musica e tudo! Nunca se esbarrou em mim, só a subir um lanço de escadas notei-lhe alguma dificuldade.
Mas porque será que não consegui evitar que aquela presença me angustiasse?
De facto, hoje em dia a caixa que muda o mundo mudou, é outra. Pois, é essa de onde me estão a ler.
Isso já tem sido dito por muita gente. Quando o li pela mão do, também bloguista,
Pedro Mexia numa das ultimas edições da Grande Reportagem, não me surpreendeu. Pareceu-me daquelas verdades que achamos eternas e universais, "natural como a sua sede".
Neste fim-de-semana cruzei-me com um fulano que já não via há muito tempo. Depois dos "Isto é complicado, a correria do dia-a-dia", o clássico "Temos que marcar um jantar" and so on, ocorreu-me disertar sobre as virtudes dos e-mails e em como este meio permite aproximar as pessoas, porque estas podem manter o contacto naquele cantinho de tempo que lhes dá jeito sem ter que coicidir com o cantinho de tempo que dá jeito à outra pessoa. Até que sai um :
Amigo: - "Mas eu não tenho internet em casa".
Mentecapto- Sim, mas no emprego tens, não?
A. - "Sim, mas o patrão está a controlar os sites que acedemos e o tempo que gastamos. Não posso usar para efeitos pessoais"
M - Compreendo que durante a hora de expediente não o faças, mas depois da hora, caneco.... 'tás a trabalhar de borla para ele!
A. - "O clima está mau, não quero arriscar."
E eis senão quando descobri que uma pessoa do meu mundo ( e que foi a primeira pessoa que conhecia que usava o ICQ com webcam) estava DESLIGADO. Ahhhhhhhhhhhhh! Afinal existe outro mundo non-wired mesmo ao meu lado.
As verdades mais simples são, de facto, as mais surpreendentes!...
Isso já tem sido dito por muita gente. Quando o li pela mão do, também bloguista,
Pedro Mexia numa das ultimas edições da Grande Reportagem, não me surpreendeu. Pareceu-me daquelas verdades que achamos eternas e universais, "natural como a sua sede".
Neste fim-de-semana cruzei-me com um fulano que já não via há muito tempo. Depois dos "Isto é complicado, a correria do dia-a-dia", o clássico "Temos que marcar um jantar" and so on, ocorreu-me disertar sobre as virtudes dos e-mails e em como este meio permite aproximar as pessoas, porque estas podem manter o contacto naquele cantinho de tempo que lhes dá jeito sem ter que coicidir com o cantinho de tempo que dá jeito à outra pessoa. Até que sai um :
Amigo: - "Mas eu não tenho internet em casa".
Mentecapto- Sim, mas no emprego tens, não?
A. - "Sim, mas o patrão está a controlar os sites que acedemos e o tempo que gastamos. Não posso usar para efeitos pessoais"
M - Compreendo que durante a hora de expediente não o faças, mas depois da hora, caneco.... 'tás a trabalhar de borla para ele!
A. - "O clima está mau, não quero arriscar."
E eis senão quando descobri que uma pessoa do meu mundo ( e que foi a primeira pessoa que conhecia que usava o ICQ com webcam) estava DESLIGADO. Ahhhhhhhhhhhhh! Afinal existe outro mundo non-wired mesmo ao meu lado.
As verdades mais simples são, de facto, as mais surpreendentes!...
2004/01/22
Por falar em anonimatos, tenho-vos a informar que mudei de posição: a partir de agora podem-me ver aqui
2004/01/21
Ainda não me tinha pronunciado sobre o anonimato dos bloggers.
Logo à partida, pode-se perguntar até que ponto se identifica um sujeito que assina António Silva. Qual dos António Silvas de Portugal ( para não falar dos A.S. dos outros países lusófonos)?
Já se o autor colocar à vista de todos uma foto sua, alguém no autocarro ou na fila do Continente poderá dizer "Olha, aquele é o Mentecapto!" deixando toda a gente a olhar para mim. Mas, quem vos garante que é mesmo a minha imagem e não uma figuraça desconhecida ( E se for, quem o mandou ir ao Continente?...).
Creio haver pontos positivos que justificam qualquer das posições assumida por cada um de nós, não tenciono defender nenhuma das causas, nem sequer a minha actual.
Hoje fui confrontado com algo diferente - a identidade do comentador. No Blogger ou no Weblog, temos que saber a password para poder postar. Nos comentários qualquer caramelo pode dizer o que lhe aprouver e assinar "Mentecapto" , colocar o meu endereço de e-mail e o meu site. E o receptor vai pensar que "a-pessoa-que-aprendeu-a-conhecer-como-o-Mentecapto" pensou aquilo dele, disse aquilo. Se o caramelo for dos que "derrete na boca" até é fixe (!!!!) . Se for daqueles "que se colam à placa dos dentes", é complicado " Ó minha senhora, não fui eu, juro que não fui eu!" . Lá se vai a nossa reputação, para o blogger comentado e para os outros transeuntes do seu blog! E a gente inocente...
Logo à partida, pode-se perguntar até que ponto se identifica um sujeito que assina António Silva. Qual dos António Silvas de Portugal ( para não falar dos A.S. dos outros países lusófonos)?
Já se o autor colocar à vista de todos uma foto sua, alguém no autocarro ou na fila do Continente poderá dizer "Olha, aquele é o Mentecapto!" deixando toda a gente a olhar para mim. Mas, quem vos garante que é mesmo a minha imagem e não uma figuraça desconhecida ( E se for, quem o mandou ir ao Continente?...).
Creio haver pontos positivos que justificam qualquer das posições assumida por cada um de nós, não tenciono defender nenhuma das causas, nem sequer a minha actual.
Hoje fui confrontado com algo diferente - a identidade do comentador. No Blogger ou no Weblog, temos que saber a password para poder postar. Nos comentários qualquer caramelo pode dizer o que lhe aprouver e assinar "Mentecapto" , colocar o meu endereço de e-mail e o meu site. E o receptor vai pensar que "a-pessoa-que-aprendeu-a-conhecer-como-o-Mentecapto" pensou aquilo dele, disse aquilo. Se o caramelo for dos que "derrete na boca" até é fixe (!!!!) . Se for daqueles "que se colam à placa dos dentes", é complicado " Ó minha senhora, não fui eu, juro que não fui eu!" . Lá se vai a nossa reputação, para o blogger comentado e para os outros transeuntes do seu blog! E a gente inocente...
2004/01/19
Se já disse, volto a dizer: esta senhora é a minha "Ìdola" no mundo musical e roio-me de inveja por aparecer na televisão num programa que não suporto ( até a Mafaldinha concordará comigo que é preferível comer a sopa toda, do que ver a OT...), mas que é visto por resmas de inergumenos que não sabem ou não gostam da sua música.
2004/01/08
Cinema Português
Perante o meu regresso, fui alertado para o facto de raramente uma sequela ser melhor do que o seu original, numa clara alusão à História de Hollywood.
Eu replico: pois, mas nessa mesma História de Hollywood, um flop de bilheteira não tem direito a sequela. Em Portugal, na indústria cinematográfica como na blogosfera, tem !... ( o.k., no Cinema, os nossos produtores tem o cuidado de mudar de nome, em vez de lhes chamar "Qualquer Coisa II" ). Penso no que Hollywood ( e nós,espectadores) está a perder com este princípio castrador.
Ainda sobre o nosso Cinema, creio ter explicação para o facto de ter tanto sucesso nos Festivais Internacionais.
As cópias que projectadas ainda não estão preparadas para distribuição ( dobradas), sendo simplesmente legendado para inglês para, in extremis, incluir na competição. Uma vez que a maior parte dos críticos são não-ingleses e desabituados a ler legendas, perdem preciosos segundos das famosas "frozen frames" portuguesas. Os segundos que sobram são OS IDEAIS para atentar os pormenores que nos oferecem as imagens ( práctica de que nos esquecemos pela verborreia visual dos filmes main-stream americanos). Quando chegam às salas de cinema, já dobradas, o peso de tão jubilosas críticas impedem o fracasso.
Já nós, portugueses, que nos habituamos a devorar legendas para ter tempo para, pelo menos, dar uma mirada nas fronhas das starlets, ficamos a nadar em tempo nos timmings que os filmes portugueses nos concedem. E chamamos-lhes enfadonhos... Que ultraje! They simply don't understand...
Perante o meu regresso, fui alertado para o facto de raramente uma sequela ser melhor do que o seu original, numa clara alusão à História de Hollywood.
Eu replico: pois, mas nessa mesma História de Hollywood, um flop de bilheteira não tem direito a sequela. Em Portugal, na indústria cinematográfica como na blogosfera, tem !... ( o.k., no Cinema, os nossos produtores tem o cuidado de mudar de nome, em vez de lhes chamar "Qualquer Coisa II" ). Penso no que Hollywood ( e nós,espectadores) está a perder com este princípio castrador.
Ainda sobre o nosso Cinema, creio ter explicação para o facto de ter tanto sucesso nos Festivais Internacionais.
As cópias que projectadas ainda não estão preparadas para distribuição ( dobradas), sendo simplesmente legendado para inglês para, in extremis, incluir na competição. Uma vez que a maior parte dos críticos são não-ingleses e desabituados a ler legendas, perdem preciosos segundos das famosas "frozen frames" portuguesas. Os segundos que sobram são OS IDEAIS para atentar os pormenores que nos oferecem as imagens ( práctica de que nos esquecemos pela verborreia visual dos filmes main-stream americanos). Quando chegam às salas de cinema, já dobradas, o peso de tão jubilosas críticas impedem o fracasso.
Já nós, portugueses, que nos habituamos a devorar legendas para ter tempo para, pelo menos, dar uma mirada nas fronhas das starlets, ficamos a nadar em tempo nos timmings que os filmes portugueses nos concedem. E chamamos-lhes enfadonhos... Que ultraje! They simply don't understand...
2004/01/06
De volta...
Enquanto os espanhóis festejam os Reis, Mentecapto traz-vos o melhor dos presentes: EU!
Tenho estado em convulsões internas para saber quando seria uma data adequada para começar a quebrar as promessas de fim-de-ano. Caramba, resisti 6 dias! (por mim tinha sido logo no primeiro dia mas disseram-me que não era de bom tom)
"Então porque raio disse o gajo que ia acabar com o Mentecapto? Troca-tintas de m__da."
Recordo-me da juventude, que passei a delirar com a Formula 1, com a Ferrari, a Porche, a Lamborghini, os modelos mais recentes e vistosos. Chego aos 18 anos e...... blub!... A vontade de tirar a carta no primeiro minuto e ter um carro fixe foram para o tecto (carro que é meu não tem mais do que 55cv).
O mesmo se passou com a blogmania, mal me inscrevi no BlogA!?, mal passei a ter ADSL em casa ... blub! The thrill is gone.
Confesso que o facto de saber que 66% dos meus amigos TOP3 nem sequer passaram pelo meu bloguezinho, me desanimou. Pondero se será racional manter esta denominação, que descrimina os outros amigos e os novos conhecimentos ( leia-se: potenciais amigos).
Confesso que gostava de ter mais comments, interactividade com as pessoas que passam no blog (e que eu não sei, porque cismei que não seria um "Condenado de Sitemeter"). Mas também eu vagueio por imenso blogs sem deixar rasto. Porquê exigir diferente às minhas visitas?
Confesso que não tenho perdido muito tempo a "maquilhar" o meu blog.
A ausência de fotos foi uma estratégia para manter a página leve aos donos de modem 56k.
A côr branca, para não ferir minimamente os olhos do leitor. E também queria incutir ao meu blog uma tonalidade de pasquim clandestino de tiragem de fotocopiadora.
Já menos se compreende que não tenha aposto o meu e-mail de serviço no topo, nem tenha actualizado a gosto a minha lista de links, que por um lado me facilitaria o acesso directo e por outro mostraria aos visados o apreço que lhes tenho. O facto é que, qual passarinho no lombo do rinoceronte, geralmente passo pelos outros 33% do TOP3 e daí parto em espiral de linkagem.
Confesso ainda que me tenho debruçado pouco em considerações de fundo, posts que me levam muito mais do que a hora e pico do almoço a escrever ( e quando chego a casa não me tem apetecido continuar frente a um ecrã), ficando-me pelos apontamentos de reportagem, que também me dão prazer escrever mas que entendo digam menos às visitas.
A verdade é que não cheguei a perder o desejo de escrever, alimentado pelos vossos blogs que fui lendo ( evidentemente nunca abandonei a blogosfera, como podia?).
Dedico este meu regresso, sem dúvida, a vocês que vão começar a aparecer aqui ao lado direito.
Enquanto os espanhóis festejam os Reis, Mentecapto traz-vos o melhor dos presentes: EU!
Tenho estado em convulsões internas para saber quando seria uma data adequada para começar a quebrar as promessas de fim-de-ano. Caramba, resisti 6 dias! (por mim tinha sido logo no primeiro dia mas disseram-me que não era de bom tom)
"Então porque raio disse o gajo que ia acabar com o Mentecapto? Troca-tintas de m__da."
Recordo-me da juventude, que passei a delirar com a Formula 1, com a Ferrari, a Porche, a Lamborghini, os modelos mais recentes e vistosos. Chego aos 18 anos e...... blub!... A vontade de tirar a carta no primeiro minuto e ter um carro fixe foram para o tecto (carro que é meu não tem mais do que 55cv).
O mesmo se passou com a blogmania, mal me inscrevi no BlogA!?, mal passei a ter ADSL em casa ... blub! The thrill is gone.
Confesso que o facto de saber que 66% dos meus amigos TOP3 nem sequer passaram pelo meu bloguezinho, me desanimou. Pondero se será racional manter esta denominação, que descrimina os outros amigos e os novos conhecimentos ( leia-se: potenciais amigos).
Confesso que gostava de ter mais comments, interactividade com as pessoas que passam no blog (e que eu não sei, porque cismei que não seria um "Condenado de Sitemeter"). Mas também eu vagueio por imenso blogs sem deixar rasto. Porquê exigir diferente às minhas visitas?
Confesso que não tenho perdido muito tempo a "maquilhar" o meu blog.
A ausência de fotos foi uma estratégia para manter a página leve aos donos de modem 56k.
A côr branca, para não ferir minimamente os olhos do leitor. E também queria incutir ao meu blog uma tonalidade de pasquim clandestino de tiragem de fotocopiadora.
Já menos se compreende que não tenha aposto o meu e-mail de serviço no topo, nem tenha actualizado a gosto a minha lista de links, que por um lado me facilitaria o acesso directo e por outro mostraria aos visados o apreço que lhes tenho. O facto é que, qual passarinho no lombo do rinoceronte, geralmente passo pelos outros 33% do TOP3 e daí parto em espiral de linkagem.
Confesso ainda que me tenho debruçado pouco em considerações de fundo, posts que me levam muito mais do que a hora e pico do almoço a escrever ( e quando chego a casa não me tem apetecido continuar frente a um ecrã), ficando-me pelos apontamentos de reportagem, que também me dão prazer escrever mas que entendo digam menos às visitas.
A verdade é que não cheguei a perder o desejo de escrever, alimentado pelos vossos blogs que fui lendo ( evidentemente nunca abandonei a blogosfera, como podia?).
Dedico este meu regresso, sem dúvida, a vocês que vão começar a aparecer aqui ao lado direito.