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2004/02/28

A girência agradece que qualquer comment que vos aprouver ofrecere seja colocado na linha de baixo e nom junto à hora do postingue. ( isto inquanto u sinhor diretore desta unedade febril nom risolber esta tão confundente situaçom.)

Obrigadus

"O General e o Juiz" - Luís Sepúlveda II
Vejo que não tive grande reacção a ter dado "vida" ao Antoninho de Santa Comba Dão. Esse era aliás o ponto seguinte da minha dissertação sobre este tema: a maior parte (de forma alguma a totalidade) dos bloggers e afins internétados ainda não eram nascidos ou, como eu, não tinham idade para viver e registar este marco da História recente Portuguesa. Têm(os) uma relação tão distante como com a implantação da República ou a Regeneração. E vivem(os) as suas consequências com a naturalidade que os dados adquiridos trazem.
Por oposição, subsistem, quais vestígios rupestres, aqueles que vivem o 25 de Abril de 1974 como o único facto relevante da sua vida, só comparável ao nascimento do filho pródigo ( e... e... ).
No meio, fica uma grande - ternorenta diria - admiração pela força militante que as causas políticas mais viradas à esquerda conseguem reunir. Ainda me lembro quando o jovem Lousã (ainda PSR) chamava, na maior das calmas, "carneiros" a todos os que vieram a dar a maioria absoluta a Cavaco Silva. Ainda me alegra ver que um partido em franco declínio é capaz de, ano após ano, organizar um festival de 3 dias à base de voluntários.
É a força do "crer" ( ou do querer crer) numa causa, ainda que essa causa seja utópica (diria mesmo: mais ainda se o for !!!). É belo, é poético, é inspirador.

Até ao momento em que se torna repugnantemente arrogante. E isso, caro Luís Sepúlveda, não aceito. Passe bem.

2004/02/23

Contaram-me que deu ontem na TVI um espectáculo de apoio à associação de doentes bipolares. Dizem que foi que o espectáculo foi mais ou menos, que houve momentos de grande euforia, mas depois actuações muito deprimentes.

Estranho, na TV Guia dizia que se tratava da Gala do 11º aniversário...

2004/02/21

A caminho de casa, na quinta-feira, reparei que o buteco aqui do quarteirão estava a colocar um out-door novo, onde se acrescentava "Health Club"!...
Vim a cismar com aquilo, até que, quando cheguei a casa, vi a Visão desta semana:


"O General e o Juiz" - Luís Sepúlveda - I
Este foi o último livro que acabei de ler. É breve, com 92 páginas.
Cedo ( leia-se: quando fiz a minha lista de prendas de Natal) percebi que não se tratava de um daqueles contos que me habituei a ler, antes um conjunto de crónicas sobre a Ditadura do General (Pinochet) e dos acontecimentos recentes na tentativa por parte do Juiz (Guzman) de rachar a carapaça de intocabilidade do primeiro.
O que eu começo por admitir é que, quando fiz a dita lista, não tinha a percepção de como este livro ia exigir de mim uma data de reflexões que aqui começo a apresentar.
Entrei neste livro com o preconceito que Chile e Portugal se encontravam no mesmo "saco", no das democracias recentes, nascidas do fim uma ditadura fascista.
Logo nas primeiras páginas abandonei esta percepção. Por um lado porque a Ditadura chilena foi deposta há menos tempo (e sem o "colo" da CEE para onde Portugal se atirou). Mas, mais importante, essencial até, é o facto de a "figura" da Ditadura chilena se encontrar alive-and-kicking (mais do que apenas alive...) o que não acontece com a Ditadura portuguesa ( é verdade, que também o Sr. Marcelo Caetano saiu vivo do 25 de Abril, mas é não menos verdade que a "figura" nacional da Ditadura perpetuou-se no sr. Salazar e esse, está bem mortinho...).
Como estaria a digestão desse pedaço da História Contemporânea Portuguesa se o sr. Salazar ainda se passeasse por um qualquer ponto do Globo e ainda houvesse uma sombra da sua influência no Portugal de hoje em dia, é o ponto de debate que aqui abro.

2004/02/18

UMA PEQUENA REFERÊNCIA PARA O EXCELENTE FOTOJORNALISMO DA REVISTA CAIS.
Embora não seja nova ( tem quase 7 anos), tenho tido dificuldade em cruzar-me com algum dos poucos vendedores que cobrem o Grande Porto.
Felizmente, isso parece resolvido e vou poder começar a ser freguês regular. Na edição corrente, o tema abordado é o Rock português desde a sua génese. Deixo-vos aqui a capa, agora procurem um exemplar. Vale a pena!

Tenho tentado manter afastado deste blog aqueles temas tipicos de homens com "O" grande: futebol e mulheres.
No último post, foi o que se viu. Agora, não posso deixar de vos dar a conhecer o Hipnotizador masculino on-line. Só têm que dar umas clickadelas aqui e ali.
( sugestão: peçam a algúem próximo para vos desligar o Explorer ao fim de uns minutitos)

2004/02/17

Afinal tinha razão: existe uma relação directa entre a travessia no deserto do Benfica e a massificação dos média!
O último campeonato dos encarnados foi 93/94. A Bola passou a diário em Fevereiro 1995, ano que terminou com o primeiro dos cinco seguidos do F.C.P. (Record e o Jogo não sei bem mas tenho a ideia que também foi por essa altura).
A SIC começou em 1992 mas tropeçou nos "Oliveirinhas". Entretanto junta-se-lhe a TVI, os canais do Cabo, e a própria RTP1 numa espiral de aparecimento de programas de "debate alargado" ( e dizem que as novelas brasileiras esticam assunto...) sobre o que se passou dentro das 4 linhas, o que vai passar dentro das próximas 4 linhas, o que se passou antes, o que se passou durante, o que se passará depois, o que pode ser que se venha a passar, ....
É uma maquina ( de fazer notícias) que não pára - não pode parar - e que vos asfixia e vos impede de voltar à tona.
A menos que convençam a Alta Autoridade para a Comunicação Social a obrigar o jornais a voltar a semanários, e impôr às televisões máximos de duração a estes programas, talvez... retomar a Censura? Hum, parece-vos apelativo?
É que, estranha coincidência, foi no tempo da Censura que o Benfica construiu o seu glorioso palmarés...

Que vergonha! já vamos no dia 17 e este ainda é o 3º post do mês.
- "Oh Mentecapto, não tens que carpir por passares por uma fase menos eloquente".
- Eu não usaria aquela palavra se não soubesse que a razão de tal silêncio se chama "Bejeweled" e foi-me introduzido pelo sr. Professor.
Eu bem te disse, caro F., que eu não me devia ter iniciado no MSN. Agora, estou um agarrado!...
O que me salva são as leituras no eléctrico-chamado-metro que, por razões bem diferentes, me estão a inspirar futuros posts ( " O general e o Juiz" de Luis Sepúlveda ; "Nação Crioula" de José Eduardo Agualusa ).
Vou entrar em cura de "desmensengerização". Me aguardem...

2004/02/13

Pasmem-se!
Como disse antes, tenho vindo de Metro para o trabalho, sendo uma das razões as obras que estão a ser feitas no meu trajecto habitual, condicionando o transito e as suspensoes/jantes/pneus dos automoveis.
Hoje tive que trazer o carro e passei, como sempre, na rotunda que estão a fazer em Francos para facilitar o acesso ao Estadio do Bessa. A obra até está engraçada, encontrando-se já em acabamentos.
Hoje já vi o verde na Rotunda. Mas.... mas... mas... é tinta fresquinha sobre o solo nu!!!
Devem ter sabido que os relvados andam difíceis de manter....

2004/02/01

As minhas experiências com o fotolog
Como dei conta há uns dias atrás, iniciei um fotolog. Por um lado, para mostrar a um mundo não necessariamente luso-bloguista fotos que me apeteça mostrar. Por outro, para alojar na net as fotos que irei inserir neste blog.

Reparei logo à partida que o país com maior número de registos de flogs é - de longe- o Brasil, com mais de 165 mil. Segue-se os U.S. of A. com 19 mil, Chile com 11 mil, Japão com 3 mil, Espanha 2 mil e poucos, estando Portugal num honroso (???) 6º lugar perto dos 2000.
Entretanto fui reparando que esse domínio do Brasil é muito maior porque muitos dos seus floguistas registam-se noutros países. Podem experientar qualquer país em:
http://www.fotolog.net/browse_countries.html
e vão facilmente encontrar flogs brasileiros.

Hoje chamou-se a atenção o facto do Myanmar ter 9 registos. Cliquei no link e..... "The page cannot be displayed". Típico!.....

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