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2004/09/26


Sinto que fui breve na introdução da doce Alice a este blog. Esta menina (que anteriormente já tinha dito ter sido a inspiradora de "Alice no País das Maravilhas") esteve omnipresente na publicidade ao O'Independente que era anuciada na revista "Kapa" do início da década de 90's.
Talvez não tenha dito, com suficiente veemência que esta revista foi o mais creativo que se produzia (pelo menos do que me chegava às mãos...) na altura que eu me sentia especialmente efeverescente (fruto da idade e da entrada na intransponível FEP).
Entretanto as revistas foram arquivadas. E assim, a doce Alice viu-se fechada com os Lego's e os carrinhos Matchbox.
Com a compra da nova printer (com scanner incluída), decidi reanimar a Alice. Senti-me um verdadeiro Geppetto, com ela aos braços.
Este último mês de permanente convívio com ela trouxe-me à luz uma hipótese que ainda estou para acreditar. Será possível uma imagem, uma singela imagem, ter tal poder que me induziu estes anos todos determinados comportamentos? É que são hábitos meus (quem me conhece pode comprovar) este olhar a colar à palpebra superior, e este sentar, quase deitado, que tão mal faz à minha coluna.
Coincidência ou indução, eis a questão.

2004/09/21


Para os que reconheceram a ultima foto, aceitem humildemente mais este servo de Salamanca!

2004/09/17

Só passei para dizer que, se não postar nada este fim-de-semana, é porque

estava aqui!...

2004/09/14

Tive a reflectir sobre o que o sr. Bagão Felix esteve a anunciar ao país.
Ainda que confesse não ter ouvido nada depois de ele ter anunciado que iria cortar nos benifícios fiscais à poupança (CPH, PPR)....
Acho que eles não mediram bem as consequências deste acto. É certo que quem poupa aquelas somas, e tem aqueles benifícios, não são os mais pobres dos pobres. É uma medida que soa bem aos mais pobres. É populista, vinda de uma pessoa que tinha como um tecnocrata.
Mas quem poupa estas somas, são aqueles que se esforçam por ter um futuro melhor prescindindo de estourar tudo que ganham. E é dinheiro que, paradinho por uns tempos valentes, os bancos podem emprestar ao sector productivo deste país, criando riqueza. Pensava que este Governo pensava nestas coisas...

Ainda sobre esta temática, pus-me a pensar naquela história dos novos ministros exigirem viaturas (de luxo) novas. E descubri que até é melhor para o país!!!! Senão vejamos: no valor destas viaturas de luxo, mais de metade são geralmente impostos. Já a venda das viaturas dos ministros anteriores, com menos de dois anos, podem ser vendidos a mais de metade do valor novo. Ou seja, o Governo até poupa dinheiro com a operação. Pelo meio fica uma saída de divisas extraordinária com aquelas importações. Mas isso não importa nada, pois não?

2004/09/12

Mi madrecita ah benido de España de vacaciones e me ah regalado estes abre-vasillas.
Guapos, no?

2004/09/09

Mais à noitinha, fiz uma porrada de quilómetros para conhecer um sítio de que já tinha ouvido falar mas nunca tinha surgido a oportunidade de lá ir.
Ao contrário do que o nome deixaria antever, a Tertulia Castelense não fica perto de algum Castelo. Fica na Maia, num sítio onde a densidade urbanística começa a diminuir e os primeiros odores campestes nos chegam para quem vem do Porto.
A tónica deve ser sobretudo dada à primeira metade do nome.A tertúlia tem sido arredada na noite, a menos que aí incluamos alguns cafés com mesas de metro em metro e cadeiras do tipo "bebe-lá-o-café-e-põe-te-a-andar".
Ali, há espaço, ar respirável e cadeiras que convidam a continuar uma agradável conversa. Para lá de uma decoração cheia de adereços dos tempos em que tertúlia era uma palavra comum. Pelo que sei, organiza também concertos, embora eu não tenha tido essa sorte.
Um lugar a repetir,sem dúvida.

Não sei porquê, da primeira vez que fui a um japonês não gostei, cheguei a proscrever essa cozinha. Ontem, no Sakura em Matosinhos reaprendi a gostar deste saber milenar de cozinhar e apresentar os alimentos.
Incrível como aquelas "amostras" de comida nos conseguem deixar satisfeitos sem ficarmos empanturrados.
Para os cépticos, sugiro que pelo menos "batam à porta" do site do restaurante. Vale a pena.

"Clube da pagina 31" - volume IV
Não sei se foi azar ou praga da ala conservadora da família, mas rapidamente me apercebi de que não nascera para amores em espelho, sentia-me outra vez no colégio de freiras, quando descobríamos corpos e prazer a quatro mãos. Uma tarde sentámo-nos à beira-rio e demolimos dois gelados enormes enquanto discutíamos o (nosso) caso. Entre a amizade sólida e a paixão infeliz escolhemos a primeira hipótese e nunca nos arrependemos - ela encontrou mulher a gosto, mexeu uns cordelinhos para adoptar uma criança e pôs de pé um lar. No entretanto eu metia-me nalgumas daquelas alhadas cujo fim já se adivinha no princípio, mas não saí magoada nem me julgo severamente por elas, como cantava Paul Simon acerca das putas de Nova Iorque, I took some confort there. Será, talvez, uma comparação dura para alguns deles, mas para outros roça o elogio, embora mais básicos do que as mulheres os homens são perfeitamente capazes das piores sacanices, só lhes faz bem ver como elas doem.
in "Estes difíceis amores" - Júlio Machado Vaz

2004/09/08

Nota adicional ao post de ontem: a "voz activa" da WOW naquele debate era a dra. Rebecca Gomperts e o debate não foi tão pacífico quanto o volume baixo da TV me deixaram perceber. Mais detalhes no site daquela organização.

2004/09/07

No café onde almocei hoje, estava a televisão ligada na SIC, com o Sic 10 horas da nossa amiga Fátima.

Debatia-se a questão do aborto, estando entre as participantes, uma das vozes activas da Women on Waves. Estava um pouco distraído, entretido com o prato e com o livro corrente quando ouço uma voz masculina, diferente da que tinha ouvido da boca do único interlocutor masculino, representante de um dos partidos no Governo.
"Pera lá..." ( ...boca aberta ... ) aquela voz máscula está a dobrar a convidada holandesa !!!

Pensava que isto só se passava na televisão estatal polaca, onde uma mesma pessoa dobra todos os personagens - homens e mulheres - das novelas da Globo de há vinte anos....

2004/09/04

E se...
... uma região portuguesa, um dos arquipélagos por exemplo, proclamasse a auto-determinação? E se o fizesse com alguma violência, perante a provável nega inicial por parte do Governo Central?
É tudo que me ocorre este fim-de-semana...

2004/09/03

Depois de, a semana passada, ter visto um "Fahrenheit 9/11" que a dada altura me pareceu jornalismo TVI, ontem à noite fui ver cinema russo.
"O Regresso" é um dos filmes mais interessantes que vi este ano. Plenamente justificados os Leão de Ouro e Leão do Futuro no Festival de Veneza 2003.
O tema, abandono parental, é relativamente banal, até novelas brasileiras o abordam.

Estes dois abandonados, o pai de austeridade soviética, cenários da grandeza do próprio país e um final inesperado tornam este filme LINDO!!!


2004/09/02

Sobre esta problemática ressuscitada pelas "Mulheres nas Ondas"
Posso depreender dos testemunhos dos "defensores da vida" a seguinte frase?
" Não abortem. Abandonem os bebés, maltratem-nos, ponham-nos a trabalhar em vez de estudar, alimentem-nos a sopas de vinho, mas NÃO ABORTEM"

Claro que não posso. Mas acho francamente que é frequente, no debate deste assunto, o menosprezo pelo facto das consequências da não interrupção de algumas gravidezes repercutirem-se nos "original sinners" (aqueles que fizeram a asneira, aqueles que equacionam o aborto) mas sobretudo na vida inteira daquele feto poupado feito criança, e depois adulto.

2004/09/01

Estava a deambular pela blogosfera à procura de inspiração e leio a ùltima equação do Bom Selvagem ("Escrever é um tortura...").
Que inveja!
É que ele pelo menos tem Jeremias para culpar!...

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