2004/10/30
"Quem canta..." - Volume X
O que fazia um elefante
na tua loja de porcelanas,
sei que não me vais dizer.
Foi por ele que tu me trocaste
e eu nunca soube porquê
nem nunca virei a saber.
Às vezes a beleza dói
quando o olhar reflecte
o que o coração inventou
O que fazia um elefante
na tua loja de porcelanas,
sei que não me vais dizer.
entrou e saiu pela frente
deixou tudo em pantanas
e tu voltaste a sofrer
e quando o ideal cai
tudo aquilo que promete
nunca acontece
"Loja de Porcelanas" - Cla em "Kazoo", letra de Carlos Tê
O que fazia um elefante
na tua loja de porcelanas,
sei que não me vais dizer.
Foi por ele que tu me trocaste
e eu nunca soube porquê
nem nunca virei a saber.
Às vezes a beleza dói
quando o olhar reflecte
o que o coração inventou
O que fazia um elefante
na tua loja de porcelanas,
sei que não me vais dizer.
entrou e saiu pela frente
deixou tudo em pantanas
e tu voltaste a sofrer
e quando o ideal cai
tudo aquilo que promete
nunca acontece
"Loja de Porcelanas" - Cla em "Kazoo", letra de Carlos Tê
2004/10/27
"Clube da página 31" - Volume VII
"Desculpei-me com qualquer coisa, mas deve ter sido uma desculpa mumurada dentro de mim, porque só nesse momento me apercebi de que o meu aspecto era pouco menos que assustador. Como era sábado, não tinha feito a barba e enfiara uma sweat-shirt desbotada por cima da camisola interior. Estaria ainda de calças de pijama? Imperdoável, claro, mas só agora me lembro disso, na altura atrapalhei-me com o tapete de entrada, disse-lhe que entrasse, e ela, muito devagar, deu dois passos em frente, a cruzar as mãos atrás das costas, e levantou o nariz para as prateleiras da sala, a medir os trabalhos que o esperavam."
in "A expressão dos afectos" - António Mega Ferreira (Assírio & Alvim, 2ª edição)
"Desculpei-me com qualquer coisa, mas deve ter sido uma desculpa mumurada dentro de mim, porque só nesse momento me apercebi de que o meu aspecto era pouco menos que assustador. Como era sábado, não tinha feito a barba e enfiara uma sweat-shirt desbotada por cima da camisola interior. Estaria ainda de calças de pijama? Imperdoável, claro, mas só agora me lembro disso, na altura atrapalhei-me com o tapete de entrada, disse-lhe que entrasse, e ela, muito devagar, deu dois passos em frente, a cruzar as mãos atrás das costas, e levantou o nariz para as prateleiras da sala, a medir os trabalhos que o esperavam."
in "A expressão dos afectos" - António Mega Ferreira (Assírio & Alvim, 2ª edição)
Para o caso de alguém que passe por aqui seja amigo pessoal de Durão Barroso:
Porque raio discursa ele em inglês no Parlamento Europeu? Para dar descanso às tradutoras portuguesas? Não percebo!...
Porque raio discursa ele em inglês no Parlamento Europeu? Para dar descanso às tradutoras portuguesas? Não percebo!...
2004/10/26
Ao meu lado, no metro, vinham 4 franceses tagarelas com um speed tal que o meu pobre conhecimento da lingua não permitiu perceber mais do que algumas palavras.
Será que 4 portugueses num metro estrangeiro faziam tal estardalhaço?
Será que 4 portugueses num metro estrangeiro faziam tal estardalhaço?
É estranho só falar disso, dado já estar no ar há uns tempos, mas apenas este domingo vi uma edição de Mega Ciência da SIC.
Muio fixe. Um programa despretencioso e acessível ao admirável mundo da Ciência. Há tempos discutia-se o que se entendia por serviço público. AQUILO é serviço público.
Achei particularmente interessante a experiência sobre a relação intrínseca entre o olfacto e o gosto/paladar dos alimentos.
Perguntava-me, enquanto via, ze dambém adim ze isbeliga a falda de abedide zezzual durande uba conzdibazom....
Muio fixe. Um programa despretencioso e acessível ao admirável mundo da Ciência. Há tempos discutia-se o que se entendia por serviço público. AQUILO é serviço público.
Achei particularmente interessante a experiência sobre a relação intrínseca entre o olfacto e o gosto/paladar dos alimentos.
Perguntava-me, enquanto via, ze dambém adim ze isbeliga a falda de abedide zezzual durande uba conzdibazom....
2004/10/20
Regra d'ouro duma ida ao cinema: Não ir com sono....
Nem a euforia extasiante,custumeira no Kusturica, me permitiu ver inteiramente a primeira parte de "a vida é um milagre". A meio despertei, não fosse a altura em que Sabaha entra em cena e mostra o que de melhor a beleza balcanica tem....;)))

Nem a euforia extasiante,custumeira no Kusturica, me permitiu ver inteiramente a primeira parte de "a vida é um milagre". A meio despertei, não fosse a altura em que Sabaha entra em cena e mostra o que de melhor a beleza balcanica tem....;)))

2004/10/19
"Clube da página 31" - volume VI
"Junto ao muro alguém que avança, o vulto de um homem ao fundo, parado, do lado oposto um par de faróis a cruzar a escuridão. O som de passos pequenos, agudos. No céu algumas estrelas e, crescente, a lua, quem se aproxima do homem é uma mulher. Vem nem muito depressa nem muito devagar e é loira. Quando chega ao pé dele olha-o nos olhos durante um segundo, um segundo bem comprido, e depois segue pelo passeio sem se voltar. O homem neste momento olha para ela. Tem os dedos nos lábios e ar de quem não percebeu nada do que se passou. Agora que se vira, vê-se que é José. As mãos vazias.
in "Azul-Turquesa" de Jacinto Lucas Pires
"Junto ao muro alguém que avança, o vulto de um homem ao fundo, parado, do lado oposto um par de faróis a cruzar a escuridão. O som de passos pequenos, agudos. No céu algumas estrelas e, crescente, a lua, quem se aproxima do homem é uma mulher. Vem nem muito depressa nem muito devagar e é loira. Quando chega ao pé dele olha-o nos olhos durante um segundo, um segundo bem comprido, e depois segue pelo passeio sem se voltar. O homem neste momento olha para ela. Tem os dedos nos lábios e ar de quem não percebeu nada do que se passou. Agora que se vira, vê-se que é José. As mãos vazias.
in "Azul-Turquesa" de Jacinto Lucas Pires
Ainda sobre o fim do serviço militar obrigatório.
Com este novo regime, a quantidade de quarteis/casernas necessários para albergar o contingente actual deixa vago vários edifícios por este país fora.
A minha ideia, já com algum tempo, é que estes quarteis passem para a alçada do Ministério da Segurança Social e sejam convertidos em mega-lares para terceira idade/indigentes, com uma unidade de saúde e farmácia incluídos.
Varias vantagens:
- dava-se uso a Patrimonio do Estado, sem ter que o alienar
- combatia-se o isolamento da população idosa, em parte por dificuldades naturais de locomoção
- libertavam-se habitações, onde os idosos vivem sozinhos, à mercê de uma doença sem amparo, e, em alguns casos, em casas cujas rendas nao permitem os senhorios fazer as obras necessárias
- com essas casas devolutas, os senhorios teriam hipotese de reconverter as suas propriedades, alugando-as/vendendo-as a preços de mercado. Tendo em conta que as mesmas se situarão nos centros das cidades, é uma forma de trazer para ali gente nova, revitalizando essas zonas
- com unidade hospitalar incluída, uma parte da "freguesia" mais assídua dos centros de saúde e hospitais libertavam os mesmos para um melhor atendimento à população activa. Ao mesmo tempo, tinham cuidados medicos ao domicilio, com grande poupança de custos de transporte
- as farmácias locais forneceriam os medicamentos estritamente necessários, quando possível genéricos, evitando desperdicios e fazendo uma gestão directa de comparticipações no Estado no medicamentos
- com estas condições, as pensões/subsídios desses inquilinos podiam ser reduzidos a pocket-money, mesmo assim, com melhoria de condição de vida
parece-me boa ideia, não?
Com este novo regime, a quantidade de quarteis/casernas necessários para albergar o contingente actual deixa vago vários edifícios por este país fora.
A minha ideia, já com algum tempo, é que estes quarteis passem para a alçada do Ministério da Segurança Social e sejam convertidos em mega-lares para terceira idade/indigentes, com uma unidade de saúde e farmácia incluídos.
Varias vantagens:
- dava-se uso a Patrimonio do Estado, sem ter que o alienar
- combatia-se o isolamento da população idosa, em parte por dificuldades naturais de locomoção
- libertavam-se habitações, onde os idosos vivem sozinhos, à mercê de uma doença sem amparo, e, em alguns casos, em casas cujas rendas nao permitem os senhorios fazer as obras necessárias
- com essas casas devolutas, os senhorios teriam hipotese de reconverter as suas propriedades, alugando-as/vendendo-as a preços de mercado. Tendo em conta que as mesmas se situarão nos centros das cidades, é uma forma de trazer para ali gente nova, revitalizando essas zonas
- com unidade hospitalar incluída, uma parte da "freguesia" mais assídua dos centros de saúde e hospitais libertavam os mesmos para um melhor atendimento à população activa. Ao mesmo tempo, tinham cuidados medicos ao domicilio, com grande poupança de custos de transporte
- as farmácias locais forneceriam os medicamentos estritamente necessários, quando possível genéricos, evitando desperdicios e fazendo uma gestão directa de comparticipações no Estado no medicamentos
- com estas condições, as pensões/subsídios desses inquilinos podiam ser reduzidos a pocket-money, mesmo assim, com melhoria de condição de vida
parece-me boa ideia, não?
Tou eufórico
Pela Visão desta semana, fiquei a saber que a Ryanair vai passar a voar para o Porto! Tarifas aéreas a preços de comboio Alfa.
Europa, aqui vou eu!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Pela Visão desta semana, fiquei a saber que a Ryanair vai passar a voar para o Porto! Tarifas aéreas a preços de comboio Alfa.
Europa, aqui vou eu!!!!!!!!!!!!!!!!!!
2004/10/18
A concorrência entre as televisões chegou mesmo a um estado crítico.
Constou-me (porque não vi) que ontem, um canal do grupo PT (SportTV) difundiu um programa em tudo idêntico ao Quinta das Celebridades da TVI numa ânsia desmesurada por audiências. Teve campo (o relvado), animais (os hooligans), celebridades (os jogadores), presidentes , regras do jogo mudadas para aumentar o interesse, muita polémica, umas expulsões...
Bichas não me disseram, mas one never knows...
Constou-me (porque não vi) que ontem, um canal do grupo PT (SportTV) difundiu um programa em tudo idêntico ao Quinta das Celebridades da TVI numa ânsia desmesurada por audiências. Teve campo (o relvado), animais (os hooligans), celebridades (os jogadores), presidentes , regras do jogo mudadas para aumentar o interesse, muita polémica, umas expulsões...
Bichas não me disseram, mas one never knows...
2004/10/17
Dá-se alvísseras a quem reconhecer e me identificar a quem pertence a banda sonora da publicidade do Renault Modus.
É que não me sai da cabeça.
É que não me sai da cabeça.
Ouvi o dr. Mário Soares manifestar-se contra o fim do serviço militar obrigatório, alegando que, pela tropa, se veiculavam valores como o da cidadania.
A minha pergunta é: porque é que apenas aqueles "eleitos" (curiosamente só homens) tinham direito a essa - aí concordo - importante formação?
Porque não transferir esse saber a todo o universo estudantil (p.ex uma cadeira no 12º sem contar para a media final mas com direito a chumbo por abstenção, abordando este e outros temas uteis a quem está às portas da maioridade) e deixar o serviço militar ser, de facto, uma profissão para quem se sente a isso vocacionado?
A minha pergunta é: porque é que apenas aqueles "eleitos" (curiosamente só homens) tinham direito a essa - aí concordo - importante formação?
Porque não transferir esse saber a todo o universo estudantil (p.ex uma cadeira no 12º sem contar para a media final mas com direito a chumbo por abstenção, abordando este e outros temas uteis a quem está às portas da maioridade) e deixar o serviço militar ser, de facto, uma profissão para quem se sente a isso vocacionado?
2004/10/15
Só para dizer que acabo de comprar este pilar da música portuguesa contemporânea. Este homem é um show, um verdadeio artista!
Há quem diga que ele é incomensurável. É capaz, é capaz.
2004/10/14
Uma notazinha: o último post de ontem foi editado ainda a procissão ia no adrio.. ( e logo em dia de Nª Sra. de Fátima...)
Perante o resultado final, ocorrem-me duas coisas:
a) noutros tempos, este jogo desencadearia - certinho - a Terceira Guerra Mundial...
b) assim como o resultado do ùltimo jogo foi fulcral para o comportamento dos jogadores neste, espero que este resultado não influencie, novamente, no sentido da laxidão.
Perante o resultado final, ocorrem-me duas coisas:
a) noutros tempos, este jogo desencadearia - certinho - a Terceira Guerra Mundial...
b) assim como o resultado do ùltimo jogo foi fulcral para o comportamento dos jogadores neste, espero que este resultado não influencie, novamente, no sentido da laxidão.
2004/10/13
Afinal o símbolo do Euro2004 tinha toda a razão de ser. O povo português tem um grande coração. Isso todos já sabemos. No sábado provamos que também a Selecção Nacional de Futebol tem coração. Coração para com os 33000 liechtensteinianos que nunca tinham tido grandes alegrias desportivas.Aliás, deixamo-los tão contentes que hoje voltaram a fazer história ao vencerem pela primeira vez - desde que a sua Federação de Futebol foi fundada - um jogo fora (e logo por 4-0! sim, ao Luxemburgo...).
E hoje, sem possibilidade para grandes bondades para com os milhões de russos e a sua muito respeitável Seleção, mostramos que, pelo menos na bola, não somos nada pequeninos.
E hoje, sem possibilidade para grandes bondades para com os milhões de russos e a sua muito respeitável Seleção, mostramos que, pelo menos na bola, não somos nada pequeninos.
Proposta à Brisa:
(algo que já me tinha ocorrido e que o acidente de hoje em Alverca veio relembrar)
implantar uma aviso luminoso a 500metros de cada saida de auto-estrada que, uma vez aceso pela Central, avisaria os automobilistas da existência de um acidente/transito cortado no troço seguinte. Desta forma o numero de carros apeados sem possibilidade de sair dali ficaria restrito aos carros que já passaram o sinal.
(algo que já me tinha ocorrido e que o acidente de hoje em Alverca veio relembrar)
implantar uma aviso luminoso a 500metros de cada saida de auto-estrada que, uma vez aceso pela Central, avisaria os automobilistas da existência de um acidente/transito cortado no troço seguinte. Desta forma o numero de carros apeados sem possibilidade de sair dali ficaria restrito aos carros que já passaram o sinal.
2004/10/12
De um telemóvel para outro:
- Estás aí?
Não ouvi a resposta mas esta apenas podia ser "Estou". A outra pessoa está no sítio onde está o seu telemóvel, seja na banheira, na fila do autocarro ou repartição das Finanças.
DAH!!!
- Estás aí?
Não ouvi a resposta mas esta apenas podia ser "Estou". A outra pessoa está no sítio onde está o seu telemóvel, seja na banheira, na fila do autocarro ou repartição das Finanças.
DAH!!!
2004/10/08
Dúvida do dia:
Será que nós, bloggers individuais, corremos risco de sermos "aconselhados" a fechar o blog porque não garantimos a pluralidade no nosso "canal de opiniões"?
Será que nós, bloggers individuais, corremos risco de sermos "aconselhados" a fechar o blog porque não garantimos a pluralidade no nosso "canal de opiniões"?
2004/10/07
Durante muito tempo não gostava de futebol. Declarava-me, primeiro benfiquista (isto de imitar os irmãos...) depois salgueirista (o bairrismo a começar a falar), mas sem grande emoção, mais para evitar o azulismo das turmas que frequentava.
Com a chegada ao mundo laboral, num ambiente onde a "Bola" ou o "Record" valem tanto ou mais do que o "JN" e o "Publico", este tema foi-se adensando na minha ervilhinha sobretudo para ter conversa (pelo menos no inicio).
Isto tudo para dizer que me tenho sentido particularmente vazio de tema apartir do momento em que decidi evitar ver um determinado programa ou tudo que o rodeia. Não imaginam o difícil que é, aquela ***** está por todo o lado!...
Será que vou sucumbir, como fiz no futebol?
Com a chegada ao mundo laboral, num ambiente onde a "Bola" ou o "Record" valem tanto ou mais do que o "JN" e o "Publico", este tema foi-se adensando na minha ervilhinha sobretudo para ter conversa (pelo menos no inicio).
Isto tudo para dizer que me tenho sentido particularmente vazio de tema apartir do momento em que decidi evitar ver um determinado programa ou tudo que o rodeia. Não imaginam o difícil que é, aquela ***** está por todo o lado!...
Será que vou sucumbir, como fiz no futebol?
2004/10/06
Juro....
... que ontem, nem uma vezinha que fosse me lembrei que era aniversário da implantação da Républica em Portugal.
E tu?
... que ontem, nem uma vezinha que fosse me lembrei que era aniversário da implantação da Républica em Portugal.
E tu?
post - posting
com a distãncia de quem já dormiu, reli o primeiro post de ontem e... não me pareceu um post, antes uma descrição muito corriqueira do que é sair à noite nos dias que correm.
Pois. É que a questão é mesmo essa. O pessoal faz coisas que levaram o carimbo de "normal" ou "cool" e não pensa muito nisso. Pudera, é "normal", porque é que havia de questionar isso?
Eu, que do "normal" gosto de fugir sempre que posso ( às vezes por pura irreverência, outras por considerar anormais os comportamentos mainstream), apanho-me a cair também nessas tristezas e fico f****** com isso.
E depois escrevo posts....
com a distãncia de quem já dormiu, reli o primeiro post de ontem e... não me pareceu um post, antes uma descrição muito corriqueira do que é sair à noite nos dias que correm.
Pois. É que a questão é mesmo essa. O pessoal faz coisas que levaram o carimbo de "normal" ou "cool" e não pensa muito nisso. Pudera, é "normal", porque é que havia de questionar isso?
Eu, que do "normal" gosto de fugir sempre que posso ( às vezes por pura irreverência, outras por considerar anormais os comportamentos mainstream), apanho-me a cair também nessas tristezas e fico f****** com isso.
E depois escrevo posts....
2004/10/05
e agora um bocadinho de humor
Sabem o que diz uma palestiniana quando vê passar o filho num autocarro?
- olha, ali vai o meu rebento....
Sabem o que diz uma palestiniana quando vê passar o filho num autocarro?
- olha, ali vai o meu rebento....
"With one brilhozinho in the eyes
and the twirled skirt
escancaraste the door of the bar
you brought the hair to the shoulders
taking a walk of here for there
as the waves of the sea.
I know so well these eyes
and they never deceive me,
what he is that happened, says there
is that today I made a friend
and more precious thing
in the world does not have."
Quem é que disse que em inglês as músicas sabem sempre melhor?
(primeira estrofe de "Com um brilhozinho nos olhos" de Sérgio Godinho, gentilmente traduzido pelo Babelfish)
and the twirled skirt
escancaraste the door of the bar
you brought the hair to the shoulders
taking a walk of here for there
as the waves of the sea.
I know so well these eyes
and they never deceive me,
what he is that happened, says there
is that today I made a friend
and more precious thing
in the world does not have."
Quem é que disse que em inglês as músicas sabem sempre melhor?
(primeira estrofe de "Com um brilhozinho nos olhos" de Sérgio Godinho, gentilmente traduzido pelo Babelfish)
Quem terá sido o idiota que, reconhecendo semelhanças óbvias entre o comportamento deste animal e o de alguns seres humanos em situações específicas, ter-se-á lembrado de criar um verbo tão pejurativo?
Sofisticação é...
...vestir algo bonito mas desconfortável, ir a uma casa da noite a abarrotar de gente aos encontrões, tendo deixado o carro a quilómetros (e mesmo assim com parqueadores atentos), ter no copo uma porção de bebida que custou, na melhor das hipoteses, metade de uma garrafa inteira, passear no dedo um cigarro aceso (o que é politicamente incorrecto é fumar, não ostentar o tabaco...) dizendo as idiotices que aquela pequena porção de álcool (ou outro) permite e, no dia seguinte, acordar às 3h00 da tarde para ir tomar pequeno almoço àquele café, onde toda a gente fuma e se pavoneia com o saquinho do Expresso.
...vestir algo bonito mas desconfortável, ir a uma casa da noite a abarrotar de gente aos encontrões, tendo deixado o carro a quilómetros (e mesmo assim com parqueadores atentos), ter no copo uma porção de bebida que custou, na melhor das hipoteses, metade de uma garrafa inteira, passear no dedo um cigarro aceso (o que é politicamente incorrecto é fumar, não ostentar o tabaco...) dizendo as idiotices que aquela pequena porção de álcool (ou outro) permite e, no dia seguinte, acordar às 3h00 da tarde para ir tomar pequeno almoço àquele café, onde toda a gente fuma e se pavoneia com o saquinho do Expresso.
2004/10/03
Acabo de ver este filme, que aborda a cena Erasmus, de intercâmbio de estudantes universitários europeus.
Porque raio a mente humana cria a "saudade" de coisas que não foram vividas?
2004/10/01
Há muitos anos, a minha Tia Lóló depois de leccionar no fim do mundo (Crestuma e Silva Escura, Maia, propiciavam, na altura, reais epopeias para lá chegar) foi colocada na Escola Primária da Torrinha. Anos mais tarde, a minha irmã e eu fomos lá alunos.
Enveredando pela carreira docente na sua vertente de ensino especial (eufemismo para professorado de crianças com alguma deficiência), a minha irmã foi, há três anos, colocada na Escola EB1 N27 do Porto, nada mais nada menos do que a nossa querida Torrinha!...
Fiquei agradavelmente surpreso ao saber que o webmaster do recém criado site daquela escola é.... a minha irmã! Vai uma espreitadela?
Enveredando pela carreira docente na sua vertente de ensino especial (eufemismo para professorado de crianças com alguma deficiência), a minha irmã foi, há três anos, colocada na Escola EB1 N27 do Porto, nada mais nada menos do que a nossa querida Torrinha!...
Fiquei agradavelmente surpreso ao saber que o webmaster do recém criado site daquela escola é.... a minha irmã! Vai uma espreitadela?
"Clube da pagina 31" - volume V
"Na minha vila, a única vila do mundo, as mulheres sonhavam com vestidos novos para sairem. Para serem abraçadas pela felicidade. A mim, quando me deram a saia de rodar, eu me tranquei em casa, Mais que fechada, me apurei invisível, eternamente nocturna. Nasci para a cozinha, pano e pranto. Ensinaram-me tanta vergonha em senti prazer, que acabei sentindo prazer enm ter vergonha."
in "O fio das Missangas" de Mia Couto
"Na minha vila, a única vila do mundo, as mulheres sonhavam com vestidos novos para sairem. Para serem abraçadas pela felicidade. A mim, quando me deram a saia de rodar, eu me tranquei em casa, Mais que fechada, me apurei invisível, eternamente nocturna. Nasci para a cozinha, pano e pranto. Ensinaram-me tanta vergonha em senti prazer, que acabei sentindo prazer enm ter vergonha."
in "O fio das Missangas" de Mia Couto