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2005/03/27

Após ter descoberto uma pérola em pleno Alto Minho e a ter restaurado, um tio meu "abriu-a" ao turismo de charme (ò tio, eu tiro-lhe as aspas...).

O sítio convida ao relax, ao fruir dos 5 sentidos. Fantástico! Enquanto não se decidem, cusquem o site.

Na quarta apanhei uma repetição do "Por outro lado", onde Ana Sousa Dias entrevistava Miguel Sousa Tavares. A dada altura, este disse algo do género (não espartilho esta frase entre aspas, porque, de todo, foram estas as palavras proferidas...): não dedico tanto tempo à leitura de poemas como gostaria porque são muito exigentes. Exigem silêncio (a audição de música é incompatível com a leitura), exigem tempo (não se lêem 3/4 poemas com a mesma rapidez que se "despacha" 20/30 páginas de prosa), exigem concentração (abstracção dos problemas quotidianos).

É reconfortante ver aquele filho daquela poetisa me fazer entender porque historicamente tenho problemas de ligação com esta literatura. Será tudo uma questão de «aproach»? A ver...

Na entrada da auto-estrada, apanhei à minha frente, para tirar o ticket, um veículo fúnebre.
Qual é a pressa, mesmo??? :P

2005/03/23

Ai que vai ser tão bom, vou poder gastar o dinheiro todo que me sobra do mês em medicamentos de venda livre!!! Ui, que frissom, 10 caixas de aspirina, outras tantas de vitaminas, isto é que vai ser diversão!!!! E sem ter que pedir aconselhamento técnico aos repositores dos hypers!...
Mas, 'pera lá: eu já não peço conselhos aos farmacêutico quando vou comprar a parca embalagem que eventualmente precise.... nem eles se põe a dar conselhos sem ser questionados....

2005/03/17

Calém Velhotes
Uma rua perpendicular à minha tem um quarteirão que é integralmente preenchido por prédios com lojas recuadas em relação às suas fachadas, criando assim, um corredor abrigado de chuva e, em parte, do frio.
Já tinha reparado que, sempre que passava por esta, tipo 09h30/10h00 da noite, cruzava-me sempre com um mesmo grupo de homens que caminhavam lentamente. No outro dia estive a reparar mais cuidadosamente (sem ser notado, espero...).
Estes homens (é verdade, nunca vi uma senhora...), todos com uma certa idade (o mais novo deve estar nos late 50's) jantam em casa, terminam os seus afazeres caseiros, vestem-se de forma aprimorada e aparecem naquele quarteirão, onde algum dos amigos já estará à espera para iniciar uma prazenteira tertúlia longe da fumarada, do barulho, do consumo forçado dos cafés, e que ao mesmo tempo é digestiva (os passeios depois das refeições fazem um bem à nossa saúde que esta nossa speedada sociedade menospreza...) e indutora do sono (pela "velocidade" do passeio... :P)
Genial !

2005/03/16

No outro dia vi um daqueles pares típicos de jovens Mormons com um senhor de meia-idade. Estranhamente era este que estava a falar, ante o olhar atrapalhado dos primeiros.
É que um fervoroso Testemunha de Jeová, Evangélico do 7 dia ou mesmo um católico ortodoxo não se destrinçam a olho nu.
Pobres rapazes...

2005/03/15


A história do homem que me fez perceber (*) a Eutanásia, agora em filme. A não perder.

(*) neste assunto, como no do aborto, ÓBVIAMENTE não se trata de "ser a favor de...", mas sim de tolerar, compreender, aceitar e ter o mais absoluto respeito por quem o decide fazer.

2005/03/14

"Quem canta, seus males espanta" - Volume XVIII
"A minha casinha" - Xutos & Pontapés
Um dos primeiros sintomas que o argumentista fugido revelou que nos podiam ter feito adivinhar esta debandada é que já desde o volume XIII, esta série vinha sendo desvirtuada. Aqui, como foi dito no primeiro volume, têm lugar músicas que o inconsciente nos põe a cantar sem darmos conta e só depois, acordados para o facto, vamos atrás de possíveis ligações causais (tipo, antes de um exame de matemática estar a contarolar "O naufrágio" dos Madredeus...)
Para retomar a génese deste programa, visito o inconsciente de um amigo meu (espero que ele não se zangue :P). O jovem já viveu em vários sítios. Como qualquer jovem português que se preze, manteve em casa dos pais, que no fundo foi a casa de toda a sua infância/juventude, o seu quarto, qual porto seguro em baía de àguas calmas.
Esta semana estive a ajudá-lo a desactivar esse espaço que já não habitava vai para 10 anos, e ele não parava de cantarolar algo que só a certa altura identifiquei como sendo este clássico....

2005/03/13

Pois é. Como já devem ter reparado, a Mentecaptix - Produções, Ldas., responsável por estas edições em volta das aventuras e desventuras do nosso heroí Mentecapto, está em falência técnica.
Desde que o argumentista-actor-realizador-director de fotografia - productor fugiu com uma gaija para a República Checa, eu, que até então desempenhava as singelas funções de voz-off (e cuja única experiência fora desse âmbito tinha sido propor a este canal realizar a novela "Morangos com Mentecapto", veemente censurada pela extinta direcção) vi-me na contingência de assegurar a continuidade possível.
O facto é que, a situação chegou a um ponto tal que, como puderam constatar, a edição de Fevereiro já não saiu para as lojas e em Março vamos pelo mesmo caminho.... :'(
Vejo-me forçado a vir aqui, humildemente rogar a todos os seguidores fiéis deste canal, que me enviem conselhos, sugestões, textos até, se quizerdeis, para me ajudar a preencher este nosso-que-também-é-vosso espaço coltural, mas sobretudo para uma capa/título novos da próxima edição (que assim já disfarçava melhor o vazio que aqui impera...)
Já não há girência para agradecer. Agradeço eu!...

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