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2006/04/17

Acho admirável quando uma pessoa consegue converter algo que lhe é negativo em proveito próprio e daí conseguir dividendos, acabando por rir por ùltimo.
O caso que vos apresento não é sobre uma pessoa, antes todo um povo.
Aquando do referendo em França sobre a Contituição Europeia, um dos temas chave do "não", que, acredito, lhe terá inclusivé dado a vitória neste país, foi a questão da liberdade de circulação de pessoas, nomeadamente das originárias dos mais recentes Estados Membros e do aumento de desemprego que supostamente isso acarretaria. Os franceses, com o seu reconhecido chauvinismo apurado, personificaram todo este conjunto de pessoas num simbólico personagem: o canalizador polaco.
Em resposta, a Polónia, através da sua agência que promove o turismo, agarrou nessa personagem, aparentemente pejorativa, e elevou-o a Embaixador do país com o seguinte poster:


Brilhante! Brilhante! Brilhante! No espaço de um ano, a afluência de turistas franceses àquele país subiu 14%! Sobretudo mulheres e gays, deduzo eu... Ou talvez não. Para deixar todos satisfeitos, e ao mesmo tempo enaltecer o turismo do "bem estar", a mesma agência lançou este poster:

2006/04/15

Estou a desenvolver uma ideia em torno do tema "machismo", e gostava que me ajudassem a perceber quão credível é, respondendo à seguinte pergunta:

- quando, em que circunstância e -sobretudo- com quem fizeram a primeira sopa ? (sopas de pacote não incluídas...)

prometo que, a confirmar o que suspeito, a venho expor aqui mais tarde)

2006/04/14

Oh, Meuz Amiguz-z-z!
Num é que estava a ouvir uma musiquinha de hip-hop nacional, aquele tipo de música onde aparecem uns senhores musculados a cantar acompanhados por umas senhoras -digamos- "musculadas", e oiço a seguinte linha de rima : "tenho tanta fome de microfone" ...

Entããããããão? Em que ficamos?

2006/04/11

E agora, um post "à Nuno Markl":

I'm very Prodi of the italians.

2006/04/10


Por estranho que possa parecer, a situação que esta foto documenta não é propriamente rara.
Obviamente, não me refiro a um urso branco usar um urinol masculino. Refiro-me antes à leve deslocação da cabeça para um ângulo lateral descendente? Não sei muito bem porque, o homem tem o hábito de tirar meças com o indivíduo que aparece ao lado. (Vá, não contestem. Se não o fazem é porque tem vergonha de serem apanhados a fazê-lo.)
Ora, descobri um Shopping que facilita a vida ao pessoal. Diria mesmo, incentiva!!!Refiro-me ao Dolce Vita do Porto (não conheço os outros Shoppings desta cadeia para afirmar que é igual).
Supostamente estão a proporcionar aos seus clientes um bónus, uma adicional de diversão, ao colocarem ecrãs com um canal privado de televisão nas casas de banho.
Mas em boa verdade, estão a incentivar a repetição de cenas como a de acima! É que eles inseriram um ecrã entre cada dois urinois. Ou seja, para ver a "televisão" temos que olhar para o lado, que é o movimento mais óbvio - logo embaraçoso - da micada. Deslocar os olhos para baixo é tarefa discreta.
Perceberam a manobra? ;)

(porque é que fico com a sensação que, com este post, a minha reputação foi com os cães? :P)

2006/04/06

"Quem canta, seus males espanta" - Volume XXVI
Hoje, "O meu amor existe" d'um Jorge Palma intimista, agarrado ao seu piano de cauda preto tem-me invadido a alma. Sinto-me embalar pelas notas, pelas palavras, pelos seus significados. Em poucas palavras, sinto-me apaixonado!

2006/04/04

Com a mudança na audição de programa da manhã, da Antena 3 para a Comercial, para ouvir Caixilhos e Laminados, passei a ouvir também um jingle antigo que a Coca-Cola recuperou e que rezava assim:

Cantar, dançar,
Sentir a emoção de uma Coca-Cola
Sensação de viver!

Vou dançar até ao dia acabar
Sentir a música que paira no ar
Sentir o ritmo que me faz vibrar

Não posso deixar
De partilhar esta emoção a valer
Coca-cola, sensação de viver

Não posso esconder
A imensa alegria que eu sei que vou ter
Contigo coca-cola é que é

Eh, eh, ei
Cantar, dançar,
Sentir a emoção de uma Coca-Cola
Coca-cola: sensação de viver!

Lembram-se? Creio que não será preciso colocar nenhuma imagem para ilustrar pois todos têm presente aqueles jovens com as "lindas" roupas à 80's, a saínha rodada, a sapatilha branca Le Coq Sportif...

Este jingle traz-me á memória um tempo muito particular da minha vida: a meu ano de caloiro na FEP (Não! Eu não sou assim tão contemporâneo dessa publicidade, na altura já era um clássico).
Eu e mais um grupo de colegas divertiamo-nos a escrever letras temáticas para cantar em manifestações de vida académicas, tentando ser criativos e originais e escapando àquelas músicas que TODOS imitavam mudando apenas o nome do curso.
Esta foi uma das vítimas da nossa inspiração. Já não me lembro da letra, não sei se ainda a tenho guardada algures entre sebentas encostadas.
Ouvir este jingle fez-me lembrar que não voltei a ver esta gente, perdi o contacto e tenho vergonha de experimentar os números de casa dos pais (na altura ainda não havia telemóveis) que ainda julgo ter numa agenda antiga mas, certamente, há longe abandonadas.
Onde estão vocês Isabel, Eduardo, Sandra, Marília, Cristina, Ricardo, and so on, and so on ???

(letra gentilmente sorrupiada aqui)

2006/04/03

Uma das razões porque gosto de ler o Courrier Internacional, é porque mostra um olhar de Portugal apartir do exterior. Nada tenho contra os jornalistas portugueses, entenda-se, mas um jornalista não-nacional, ainda que "conduzido" por fontes lusas, consegue, à priori, um maior grau de isenção na análise.
Os artigos reproduzidos na presente edição são assinados por Peter Wise, da prestigiada Finantial Times.De várias passagens que mereciam aqui citação, deixo-vos com a que me prendeu mais atenção.
"Porque é que investidores como estes [antes são citados exemplos de mega-investimentos recentemente anunciados] são atraídos para um país que tem o menor índice de productividade dos 15 Estados membros da União Europeia antes do último alargamento? Segundo um relatório recente do Banco de França, talvez seja porque as duas maiores desvantagens de Portugal são a formação laboral e a capacidade de gestão. Outros factores, como infra-estruturas, acesso ao crédito, estabilidade social e logística, estão altamente cotados, diz o relatório. Empresas que fornecem formação e a gestão, para suplantar essas duas fraquezas, como é o caso da maior parte dos investidores estrangeiros, obtém níveis de productividade dos mais elevados do mundo. Grandes investidores estrangeiros, incluindo a Siemens, a Volkswagen, a Leica e outros, atestam os altos níveis de productividade que conseguem em Portugal, fazendo valer a teoria de que, com formação e gestão adequadas, os trabalhadores portugueses podem competir com os melhores do mundo."

Este fim-de-semana tive presente numa Conferência sobre Ciência e Conhecimento, no âmbito do Fórum Novas Fronteiras.
Para além de contar com o nosso primeiro-ministro que chegou 1h20 atrasado [caricato, quando o ênfase era dado ao que o Governo vai fazer para colmatar o atraso de Portugal naqueles campos] e mais não fez que repetir o que tinha anunciado, dias antes, na Assembleia, a Conferência teve a presença de vários cientistas e investigadores que servirão de exemplo para o que se pretende se multiplique doravante.

Entre os oradores, um merece aqui destaque. A dada altura o Dr.Manuel Sobrinho Simões, descrevia de forma bastante inteligível a investigação que tinha sido feito a este lindo peixinho, o peixe-zebra, ao nível genético e a conclusão que foi possível extrapolar para a nossa espécie. Então pára, e de forma soberba dirige-se à plateia dizendo:
"Eu não quero chatea-los mas... há 20000 anos todos os seres humanos eram negros!"

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