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2006/07/31

Neste domingo onde já se notava a desertificação urbana rumo às prais, dirigia-me para casa, por uma rua praticamente vazia. "Praticamente" porque quando entrava num quarteirão reparei que na outra ponta do passeio vi um exemplar destes

sem coleira nem açaime, embora junto ao seu dono.
"Calma Pedro, ganha confiança, estes "gajos" cheiram o medo à distância"
(lembro-vos que eu gosto de cães, mas tenho "muito" respeito por certas raças... Hey, afinal sou "racista" :P)

De repente, a calma chegou. Perdi o medo? De todo!



Reparei que uma velhinha atravessava para o nosso passeio cruzando a "linha de fogo"

(shame on me, I know...)

Entre as coisas que me preocupam, a sustentabilidade deste planeta ocupa um lugar cimeiro. As necessidades desta população mundial crescente sorvem os recursos naturais de uma forma desenfreada, como se estes fossem infinitos. Que não são!
O crescimento exponencial da China, India e outros países asiaticos, a sua busca - legítima admita-se - por atingir o nível de vida (leia-se: de consumo) ocidental, sobretudo quando nos chegam relatos que este crescimento é feito sem grandes considerações ambientais, vem agudizar esta questão, e colocar uma passada mais veloz na necessidade de contrariar esta situação.

No Courrier Internacional da semana passada, veio a esperança!

Perto da gigantesca cidade de Shanghai, mais precisamente na ilha de Dongtan, vai ser criada de raiz (qual Parque Expo em Lisboa) uma cidade verde, tendo as preocupações ambientais como base de projecto. Isto é um sínal inequívoco que a própria China, aquele paísinho com 20~25% da população mundial, está a pensar na questão da sustentabilidade. :)
E sabem o que isto significa, não sabem? Não apenas que naquele gomo do globo a Eco-responsabilidade vai ser tomada em linha de conta. Significa também que muitas soluções já descobertas no Mundo Ocidental mas que, por problemas de escala, não são economicamente viáveis e que, por isso, não tem sido implementadas, com a inclusão da China como potencial cliente dessas tecnologias, e como productor (!!!), a viabilidade pode vir a ser re-equacionada e a sua aplicabilidade pode estar para breve :)))

2006/07/13

Tenho uma revelação muito importante a fazer-vos:

O Bitorugo não é meu filho natural. Foi fruto de uma adopção minha e da minha namorada, que com todo o amor o foi buscar ao Canil de Guimarães.

Esta semana tomei conhecimento que no Grande Porto, mais precisamente em Matosinhos, há uma instituição análoga: a Midas.

Vá! Dêm um passo em frente nas vossas vidas:

2006/07/12

"Clube da página 31" - Volume XV
"Ficaram a olhar a tarde, calados. Como que se o que esperassem fosse o próprio tempo. Madzzero sabia: era falta de maneiras expor logo a sua aflição. Até porque Lázaro sempre dizia que não resolvia problemas. Ele dissolvia os problemas, que é uma forma superior de prestar ajuda."
in "O outro pé de Sereia" de Mia Couto

2006/07/05


Não me tenho manifestado sobre mais esta onda vermelho/verde que invadiu Portugal pela segunda vez.
Assim continuaria, se as tutoras do meu Bitorugo, as tias dele, não tivessem arranjado esta fatiota para o meu menino, logo no dia do jogo que mais gozo me dará ver vencer (se acontecer, obviamente....). É que aquela inglória derrota de 2000 ainda está aqui na laringe!

(mais ainda seria conseguirmos quebrar o enguisso contra equipas transalpinas, mas isso quereria dizer que seriamos ... Campeões do Mundo?!?!? Nhaaaaa....)

2006/07/02

Aquele que vos escreve vem aqui publicamente admitir que ajudou, por 2 vezes, o candidato Rui Rio a ser eleito Presidente da Câmara do Porto.
Tendo ouvido esta notícia durante esta semana, aquele que vos escreve vem aqui publicamente afirmar que duvida que o repita terceira vez.
Sou demasiado novo para ter vivido, de forma adulta, o periodo do Estado Novo. Cresci num ambiente de liberdade de expressão, de anuência mas também de discordância de outra pessoa. E assim quero permanecer.
Estou desiludido, sr. Presidente!

De passagem à frente do Hospital São João, vejo a sair do hospital uma criança ao colo da sua mãe acompanhadas pela avó.
Olho para a mão desta e vejo um balão feito com uma a luva cirúrgica, com as cinco "tetas de vaca".
Um sorriso imediatamente erigiu da minha face :) A isto chamo medicina de cariz humano !
Deixou-me logo bem disposto para começar este dia cinzentinho q.b.

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