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2006/08/29

Recebi esta manhã um e-mail que tinha o seguinte rodapé:

Antes de imprimir este e-mail, pense se realmente é necessário.
Escolha a qualidade de impressão do modo Económico.

Fiquei agradavelmente surpreendido! Por um lado, e porque me pareceu uma mensagem institucional e não apenas da pessoa que me enviou, que havia uma clara preocupação de contenção de custos não-productivos (em papel, em tinteiro, em desgaste da impressora, no tempo de deslocação da pessoa a recolher a impressão, em tempo da pessoa a arquivar essa folha, em tempo da pessoa a raciocinar se realmente precisa desssa folha, em tempo da pessoa a deitar fora a folha, em tempo da pessoa que recolhe o lixo, ou caso mantenha, em espaço necessário para arquivar aquela folha)

Por outro, e - julgo consensual dizer - principal razão, a poupança de recursos globais, de papel e tinta que envolvem a impressão. É verdade, a não impressão de documentos, e-mails, informação que circula na net, torna-nos dependente desta máquina que temos à nossa frente, que não funciona a ar e vento. Por outras palavras, para poupar noutros recursos, ficamos reféns da produção em quantidades crescentes de energia, que gasta .... recursos deste planeta.
Torna-se, assim, essencial caminhar para uma optimização da captação e consumo dessa energia, por quem tem o poder, e o saber, para o fazer.
A nós, simples mortais, cumpre-nos estas pequenas poupanças, nomeadamente manter textos como este na estrita existência virtual...

2006/08/26

Não foram só os números sobre o jogo no Reino Unido que me surpreenderam esta semana. Sabem quanto pode custar um T3 (quatro assoalhadas) numa zona "média" em Londres? 360 mil euros! (e não estou a falar de areas nobres onde esse valor mais do que duplica...) Um pequeno studio? Meros 207 mil euros!!!
Por muito que eles ganhem por semana quase o que ganhamos por mês (:P), as estatícas tem registados que os britanicos compram primeira casa cada vez mais tarde e em menor número.
E como poucos ganham a lotaria, nem têm o "nosso" Banco Espírito Santo (:P), para contornar essa situação, inventaram uma forma de aquisição: a co-propriedade. Dito assim, poderá ser raro, mas não inovador. Numa linguagem anglo-saxónica, posso dizer que "I've been on that road". Como já disse aqui eu sou co-proprietário de uma casa que nunca conseguiria comprar sozinho. A diferença que me fez escrever este post é que, enquanto a minha co-proprietária é minha irmã, uma das pessoas que mais confio neste mundo, o que aqui é preconizado é que se compre com uma pessoa que acabamos de conhecer numa reunião e está demostra interesse idêntico ao nosso!...
Não menos surpreendente é saber que, esta solução está tão difundida que já é tema de um programa da BBC "Would You Buy a House with a Stranger?" onde as pessoas se dispõem a escolher ao vivo um de três candidatos propostos pela produção do programa.
Estou atónito!

No Courrier Internacional desta semana vinha uma estatística que me impressionou: 3 em 4 britânicos adultos dedicam-se aos jogos a dinheiro!!! O reaparecimento da Lotaria Nacional, cujo sorteio é televisionado, a desregulamentação do sector e o aparecimento do jogo via internet, acessível apartir de qualquer sítio longe de olhos socialmente reprovadores, são apontados como as causas deste surto.
Pergunto-me qual será a situação de Portugal a este nível. Recordo-me apenas que as filas da sexta ao fim da tarde antes das ultimas eleições, nas tabacarias para registar o Euromilhões com o maior Jackpot de sempre, eram bem maiores que as das mesas de voto 2 dias depois...

2006/08/22


É com alguma curiosidade que noto que o fenómeno dos Tattoos saiu do gheto dos motoqueiros e é hoje socialmente aceite a ponto de ser tema de programa regular num canal do Cabo Nacional.
Sou-vos honesto: nunca considerei sequer a hipótese de me tatuar.
Não por considerar inestético. Pelo contrário, já vi trabalhos muito bons, como se aquele corpo fosse uma tela sobre a qual tivesse sido criada uma obra de arte.
Agora que penso no assunto: fazê-lo-ia para mim ou para as pessoas à minha volta? Escolheria um sítio do corpo que eu visse constantemente ou um sítio que apenas um espelho me permitiria ver? Um sítio "privado" ou um que fosse visível com a minha roupa normal? Que tema? O que evocar? Quem evocar?
Creio que a principal razão para nunca me ter tatuado ser o facto de achar que a vida é dinâmica, que as nossas suposições, os nossos gostos mudam com o tempo, a novidade passa, e uma tatuagem é demasiado definitiva. Aquilo que faz sentido no dia que uma pessoa se decide tatuar pode estar ultrapassado daqui a uns tempos, anos, meses em alguns casos, mas ficará cravado na nossa pele a menos que tenhamos disposição ($$$) para uma implantação de pele que oculte a tatuagem.
A menos que estejamos a falar de uma tatuagem que passa ao fim de uns tempos. Mas para mim isso chama-se decalcomania.

2006/08/21


Regressei de umas curtas férias, que foram aproveitadas para ficar a conhecer um pouco melhor as províncias que constituem o País Basco espanhol. (tinha, até agora, estado apenas em Bilbao e cheirado Vitória)
Com grande expectativa, tinha a ida ao pueblo que inspirou Picasso no quadro que acima encontram, e saber mais sobre os acontecimentos retratados.
É certo que ficamos a saber mais sobre os acontecimentos do dia 26 de Abril de 1937. Mas há uma coisa na maneira como a exposição do Museu da Paz foi concebida que me chocou profundamente, mais ainda do que o enunciado das vidas perdidas: o ênfase que foi dado ao facto de os aviões que participaram no bombardeamento terem sido alemães e do pedido de desculpas por um membro do Governo Alemão de 1972 ter sido considerado um acto consiliatório para as gentes de Gernika.
Como se aquele povo, já a braços com o peso histórico da Segunda Guerra Mundial, tivessem também o fardo da culpa sobre a Guerra que grassou a nossa vizinha Espanha entre 1936 e 1939!
A menos que estejam a admitir que o homem que governou o seu país anos a fio tenha sido um mero fantochezito na mão de Hitler. Ou isso, ou estão a apagar de forma grosseira que a Guerra Civil foi gerada entre espanhóis e que a culpa do bombardeamento que em menos de 4 horas dizimou aquela localidade deve ser procurada dentro de eles mesmos, sem usar o pacificador bode espiatório externo.

2006/08/09

"Quem canta, seus males espanta" - Volume XXVIII
"God Only Knows" na versão cantada por Maria João no disco Undercovers (desconhecia até à instantes que o original pertence aos Beach Boys...)

Quem se lembra do famoso Dr. House aqui...

ou aqui?

2006/08/05

Pura Estatística : 468 posts em 1096 dias igual a 3 posts por semana

(isto da estatística é fantástico, um número tão aglutinador esconde que em Setembro 2003 fiz tantos posts quanto nos ùltimos 3/4 meses...)

2006/08/04

Deixaram-me este papelito, um quarto de uma folha A4, entalado na porta ontem.

Não sei o que vos sugere. Talvez sugestionado por ter havido um assalto à mão armada no andar a baixo do meu, a mim pareceu-me uma táctica de um assaltante mais pacato, que prefere assaltar casas devolutas e assim encontrou a forma ideal de saber que casas têm os seus donos de férias (os que não tivessem sequer retirado da porta, era sinal que nem tinham entrado em casa na véspera). Esta manhã, tirei não só o meu, como dos restantes vizinhos para lançar a confusão, mas pelo-sim-pelo-não levei o meu portatil comigo.
(enquanto escrevo soube que talveeeeeeeeez aquele papelito fosse realmente da EDP. Desculpe lá, leitor Celestino ... )

2006/08/02

Digo e repito: as maiores causas de acidentes de viação são o stress e outras formas de alienação mental. O problema é que a até agora só inventaram forma de medir uma dessas formas...

Acho que já aqui falei do fascínio que tenho por descobrir mesmo debaixo do nariz verdades indescritívelmente óbvias. Aqui vai mais uma:
A "Free Software Magazine" que se dedica, como o próprio nome indica, a divulgar ao seu público jogos e outros programas de computador grátis, é de assinatura ... grátis!
Não é fantástico? Tava a imaginar a reacção da malta se a editora tivesse a lata de cobrar um fee por desvendar como noutros sites de conseguia coisas à borlix...

2006/08/01

Que pensam da Kate Moss? Que é o ícone de beleza e que deve ter a conta bancária recheadinha, não?
Pois na Mauritania a opinião é mais "Oh, coitadinha, tão feiinha! Nem tem um pai ou um marido com dinheiro que a alimente!"
É que para eles, o culto da beleza são espécimes como estes...

E em vez de cirurgias plásticas, as mulheres são incentivadas (à força, em alguns casos) pelos seus homens (ia dizer donos mas não quero ofender ninguém) para comer até ao vómito, e depois disso ainda dar mais umas colheradas para acabar de encher.
Estranho, não?

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