2006/09/30
Portugal tem 3ª maior densidade automóvel da União Europeia
Esta notícia já tem alguns dias mas é não menos surpreendente! Fala-se consecutivament em crise a cada Governo que passa e este barometro de conforto apresenta taxas de crescimento de dragão!
Reparem que nao disse barómetro de desenvolvimento, pois aí teriamos controversia pela certa, a questionar se há uma correlação estreita.
Basta consultar a fonte desta notícia e verificar como estão os países que por outros indicadores são inegavelmente mais desenvolvidos do que Portugal para nos deixar a pensar se realmente precisaremos de tantos automóveis.
Esta notícia já tem alguns dias mas é não menos surpreendente! Fala-se consecutivament em crise a cada Governo que passa e este barometro de conforto apresenta taxas de crescimento de dragão!
Reparem que nao disse barómetro de desenvolvimento, pois aí teriamos controversia pela certa, a questionar se há uma correlação estreita.
Basta consultar a fonte desta notícia e verificar como estão os países que por outros indicadores são inegavelmente mais desenvolvidos do que Portugal para nos deixar a pensar se realmente precisaremos de tantos automóveis.
Admito aqui que de dois em dois meses gasto eur3,30 por uma revista praticamente para ler 2 das primeiras páginas, que ocupam uma crónica regular.
Não o conheço como profissional, não sei quais as suas obras enquanto arquitecto. Mas enquanto "arquitectólogo", Francisco Pires Keil do Amaral, na sua crónica entitulada "Casas com gente dentro" é fenomenal!
Eu sei, acabo de inventar uma palavra. Acontece que este senhor, através da Arquitectura, faz análises sociológicas bastante pertinentes tornando evidente a ligação estreita entre o edificado e a sociedade em que este se insere. Dos bairros sociais, às casas trendy mas assépticas, passando pelas casas de emigrantes, cada tipo de casa é analisada, não per si, mas à luz de quem a habita ou quem a desenhou, num determinado contexto temporal.
Estive 2 meses (o número seguinte deve estar quase a sair) a ver se conseguia poupar este dinheirinho e prescindir destas 2 páginas. Hoje caí em tentação, comprei o nr.38 da Arquitectura & Construção, e à primeira frase, que aqui reproduzo, rendi-me incondicionalmente.
Título : a última morada
«Sei que não deve "reunir consenso" a sugestão de considerar os cemitérios e as suas edificações como "casas com gente dentro"»
"
Não o conheço como profissional, não sei quais as suas obras enquanto arquitecto. Mas enquanto "arquitectólogo", Francisco Pires Keil do Amaral, na sua crónica entitulada "Casas com gente dentro" é fenomenal!
Eu sei, acabo de inventar uma palavra. Acontece que este senhor, através da Arquitectura, faz análises sociológicas bastante pertinentes tornando evidente a ligação estreita entre o edificado e a sociedade em que este se insere. Dos bairros sociais, às casas trendy mas assépticas, passando pelas casas de emigrantes, cada tipo de casa é analisada, não per si, mas à luz de quem a habita ou quem a desenhou, num determinado contexto temporal.
Estive 2 meses (o número seguinte deve estar quase a sair) a ver se conseguia poupar este dinheirinho e prescindir destas 2 páginas. Hoje caí em tentação, comprei o nr.38 da Arquitectura & Construção, e à primeira frase, que aqui reproduzo, rendi-me incondicionalmente.
Título : a última morada
«Sei que não deve "reunir consenso" a sugestão de considerar os cemitérios e as suas edificações como "casas com gente dentro"»
"
2006/09/24

Agora que começava a ficar farto do seu "Crazy", reconheço que estes Gnarls Barkley afinal são bons rapazes... :P
2006/09/18
Coincidiu no dia eu deter-me sobre esta onda de empresas de crédito facilitado e o anúncio, há dias, da venda de créditos futuros por parte das Autarquias, tendo a SIC entrevistado o presidente da Asociação de Municípios sobre o assunto.
Vamos por partes. Começemos pelo crédito miúdo.
Começo por manifestar profunda estranheza por em apenas uma empresa, quer na publicidade escrita quer nos respectivos sites, indicar claramente o número de prestações que uma pessoa vai ficar a pagar por esse crédito! Como se isso fosse pouco relevante...

Peguemos então nessa empresa mais transparente (espero que nao se importem que eu tenha clonado a sua tabelinha) e sonhar, por exemplo, com uma semana de férias para dois no Brasil por eur1000.00.
Pechincha, não vos parece? Diz esta tabela que por eur30.00 mensais se concretiza esse sonho. O que são 6 contos no orçamento mensal? Vamos lá prás caipirinhas!
Mas pera lá, diz também que demora 5 nos a pagar. O que faço para o ano? eur60.00 ainda se aguenta (por juntar 2 créditos), mas no ano seguinte já passa a eur90.00 e começa a apertar... Ou isso, ou só vamos de férias novamente daqui a 5 anos, quando as férias ao Brasil já forem uma recordação longínqua...
Por outro lado, 60 x eur30 = eur1800.00. Por esse preço as férias já não valem tanto a pena!
Gostava de perceber o que leva uma pessoa a seguir este caminho. Pagar taxas de juro reais de 28,45% (quando as contas poupança a 2% são boas!!!)para satisfazer um prazer imediato, em alguns casos um capricho que daqui a meia dúzia de meses não tem valor, e depois ficar 5 anos a pagar esse vipe.
Igual arrepio me fez a entrevista do sr. Fernando Ruas. "Fica obra feita, são necessidades da população". É verdade, não duvido (embora, em alguns casos, o conceito de "necessidade" seja questionável... ). Mas depois essa obra é paga com as receitas esperadas de N anos, 20 se percebi bem. Ainda a obra não está acabada de pagar e já precisa de reparação! E vai-se pagar com que dinheiro, se essas receitas agora pertencem aos bancos credores? E as necessidades que os munícipes vão sentir nos próximos 20 anos, como vão ser satisfeitas/pagas? Pode-me responder, sr. Ruas?
Como vai o presidente da Câmara que estiver popularmente mandatado então vai lidar com a situação? Vai fazer um peditório à população? Vai culpar a si, e aos seus presentes colegas por terem hipotecado a Câmara e cruzar os braços?
Sou capaz de concordar que se vendam créditos sobre receitas futuras, desde que essas não exceda o tempo do mandato que os populares, por voto, vos concederam à frente da Câmara/Junta de Freguesia. Para, se no final desse mandato, já não houver dinheiro para mais obras "essenciais", os vossos eleitores puderem tirar as devidas ilações.
"Nós não fazemos mais do que o Governo Central faz, pelo contrário" argumenta o autarca. Aí concedo, e também discordo visceralmente!
Vamos por partes. Começemos pelo crédito miúdo.
Começo por manifestar profunda estranheza por em apenas uma empresa, quer na publicidade escrita quer nos respectivos sites, indicar claramente o número de prestações que uma pessoa vai ficar a pagar por esse crédito! Como se isso fosse pouco relevante...

Peguemos então nessa empresa mais transparente (espero que nao se importem que eu tenha clonado a sua tabelinha) e sonhar, por exemplo, com uma semana de férias para dois no Brasil por eur1000.00.
Pechincha, não vos parece? Diz esta tabela que por eur30.00 mensais se concretiza esse sonho. O que são 6 contos no orçamento mensal? Vamos lá prás caipirinhas!
Mas pera lá, diz também que demora 5 nos a pagar. O que faço para o ano? eur60.00 ainda se aguenta (por juntar 2 créditos), mas no ano seguinte já passa a eur90.00 e começa a apertar... Ou isso, ou só vamos de férias novamente daqui a 5 anos, quando as férias ao Brasil já forem uma recordação longínqua...
Por outro lado, 60 x eur30 = eur1800.00. Por esse preço as férias já não valem tanto a pena!
Gostava de perceber o que leva uma pessoa a seguir este caminho. Pagar taxas de juro reais de 28,45% (quando as contas poupança a 2% são boas!!!)para satisfazer um prazer imediato, em alguns casos um capricho que daqui a meia dúzia de meses não tem valor, e depois ficar 5 anos a pagar esse vipe.
Igual arrepio me fez a entrevista do sr. Fernando Ruas. "Fica obra feita, são necessidades da população". É verdade, não duvido (embora, em alguns casos, o conceito de "necessidade" seja questionável... ). Mas depois essa obra é paga com as receitas esperadas de N anos, 20 se percebi bem. Ainda a obra não está acabada de pagar e já precisa de reparação! E vai-se pagar com que dinheiro, se essas receitas agora pertencem aos bancos credores? E as necessidades que os munícipes vão sentir nos próximos 20 anos, como vão ser satisfeitas/pagas? Pode-me responder, sr. Ruas?
Como vai o presidente da Câmara que estiver popularmente mandatado então vai lidar com a situação? Vai fazer um peditório à população? Vai culpar a si, e aos seus presentes colegas por terem hipotecado a Câmara e cruzar os braços?
Sou capaz de concordar que se vendam créditos sobre receitas futuras, desde que essas não exceda o tempo do mandato que os populares, por voto, vos concederam à frente da Câmara/Junta de Freguesia. Para, se no final desse mandato, já não houver dinheiro para mais obras "essenciais", os vossos eleitores puderem tirar as devidas ilações.
"Nós não fazemos mais do que o Governo Central faz, pelo contrário" argumenta o autarca. Aí concedo, e também discordo visceralmente!
Recebi há dias um e-mail com o seguinte conteúdo:
* O Ministério da Educação disponibiliza Obras Digitalizadas e Gratuitas!
Imagine um lugar onde você pudesse ler gratuitamente todas as obras de Machado de Assis, ou obras como a "A Divina Comédia", ou ter acesso a histórias infantis? Que este lugar lhe mostrasse as grandes pinturas de Leonardo da Vinci, ou você pudesse escutar gratuitamente uma música em MP3 de alta qualidade.
Pois o Ministério da Educação disponibilizou tudo isso no site: http://www.dominiopublico.gov.br/
Só de Literatura em língua portuguesa há 732 obras.... mas estão pensando em descontinuar o projeto por desuso, pois o número de acessos é muito pequeno!!!
Por favor, se você acha essa iniciativa importante, repasse este e-mail a todos os seus professores e amigos, para que esta excelente iniciativa não pare. Possamos incentivar mais a cultura de nosso país que está tão em baixo!!!*
Neste caso, "nosso país" quer dizer Brasil, que, com os seus 186 milhões de habitantes (deduzo que esta estatistica só refere os brasileiros que vivem no Brasil. Questiono-me quantos estarão por esse mundo fora...) não conseguem manterum projecto com esta importância por desuso...
Por cá, temos igual iniciativa, a Biblioteca Nacional tem tambem um projecto similar, mas com 10 vezes mais obras publicadas, o que é considerável!
A nível internacional, este movimento tem um nome, Projecto Gutenberg, com 19000 titulos tranformados em e-books. Para este feito, conta com a colaboração de uma legião de voluntários, os Distributed Proofreaders, que digitalizam e fazem as revisões exaustivas às obras antes de estarem disponíveis para download.
O braço português desse - creio que posso chamar assim - movimento criou um blog, Página-a-Página onde podemos ver como podemos também colaborar!
Uma notazinha antes de terminar: neste projecto, só podem ser oferecidas ao mundo, obras cujos direitos de autor já sejam de domínio público, portanto escusam de ir atrás do livro do Daniell Steel ou da Fatima Lopes, pois estes ainda não estão acessíveis. Esses terão mesmo que ir a uma livraria e comprar...
* O Ministério da Educação disponibiliza Obras Digitalizadas e Gratuitas!
Imagine um lugar onde você pudesse ler gratuitamente todas as obras de Machado de Assis, ou obras como a "A Divina Comédia", ou ter acesso a histórias infantis? Que este lugar lhe mostrasse as grandes pinturas de Leonardo da Vinci, ou você pudesse escutar gratuitamente uma música em MP3 de alta qualidade.
Pois o Ministério da Educação disponibilizou tudo isso no site: http://www.dominiopublico.gov.br/
Só de Literatura em língua portuguesa há 732 obras.... mas estão pensando em descontinuar o projeto por desuso, pois o número de acessos é muito pequeno!!!
Por favor, se você acha essa iniciativa importante, repasse este e-mail a todos os seus professores e amigos, para que esta excelente iniciativa não pare. Possamos incentivar mais a cultura de nosso país que está tão em baixo!!!*
Neste caso, "nosso país" quer dizer Brasil, que, com os seus 186 milhões de habitantes (deduzo que esta estatistica só refere os brasileiros que vivem no Brasil. Questiono-me quantos estarão por esse mundo fora...) não conseguem manterum projecto com esta importância por desuso...
Por cá, temos igual iniciativa, a Biblioteca Nacional tem tambem um projecto similar, mas com 10 vezes mais obras publicadas, o que é considerável!
A nível internacional, este movimento tem um nome, Projecto Gutenberg, com 19000 titulos tranformados em e-books. Para este feito, conta com a colaboração de uma legião de voluntários, os Distributed Proofreaders, que digitalizam e fazem as revisões exaustivas às obras antes de estarem disponíveis para download.
O braço português desse - creio que posso chamar assim - movimento criou um blog, Página-a-Página onde podemos ver como podemos também colaborar!
Uma notazinha antes de terminar: neste projecto, só podem ser oferecidas ao mundo, obras cujos direitos de autor já sejam de domínio público, portanto escusam de ir atrás do livro do Daniell Steel ou da Fatima Lopes, pois estes ainda não estão acessíveis. Esses terão mesmo que ir a uma livraria e comprar...
2006/09/17
Ontem o Sol não nasceu para mim!!!
Esta frase é ediomática, mas verídica. Quando ontem saí de casa, pelas 10h00 da manhã, a primeira edição do "O Sol" tinha esgotado em todos os quiosques que perguntei.

Pelos que vejo nesta notícia, não foi só no Porto, foi em todo o país.
Alguem me conta como é?
Esta frase é ediomática, mas verídica. Quando ontem saí de casa, pelas 10h00 da manhã, a primeira edição do "O Sol" tinha esgotado em todos os quiosques que perguntei.

Pelos que vejo nesta notícia, não foi só no Porto, foi em todo o país.
Alguem me conta como é?
2006/09/09
Mais uma evidência evidente:
Quais são únicos discos que não são copiados ou descarregados da net?
Os evengélicos! Porque as cópias não são abençoadas por Deus! Dah!!!
Os artistas POP é que ainda não se lembraram de criar a sua própria religião, senão...
Quais são únicos discos que não são copiados ou descarregados da net?
Os evengélicos! Porque as cópias não são abençoadas por Deus! Dah!!!
Os artistas POP é que ainda não se lembraram de criar a sua própria religião, senão...
2006/09/08
Venho mais uma vez siderado do Palácio de Cristal do Porto! Mais um concerto ao ar livre, com estrelas e uma lua ultra cheia como fundo, e por baixo de nós o tecto do estacionamento subterrâneo que parecia ceder lentamente aos movimentos que os milhares de espectadores não conseguiam evitar, tão contagiante era o som que nos vinha do palco.

No palco estavam estes senhores, Fanfare Ciocarlia, formação que pensava ser de um dos países ex-jugoslavos (a referência que levava era de Emir Kusturica e a banda sonora de "Gato Preto, Gato Branco", que acabou por também ser tocado) mas depressa percebi orgulhosamente tratarem-se de ciganos romenos.
O envolvimento entre a banda e o público foi tal que lhes foi impossível recusar segundo encore, mas, em vez de voltar ao palco, e já posicionados numa das laterais do mesmo, ali mesmo improvisaram, sem microfones, junto ao público que, de extase se acotovelou em volta, pediu autógrafos e seguiu-os para trás do palco, até à última nota...

No palco estavam estes senhores, Fanfare Ciocarlia, formação que pensava ser de um dos países ex-jugoslavos (a referência que levava era de Emir Kusturica e a banda sonora de "Gato Preto, Gato Branco", que acabou por também ser tocado) mas depressa percebi orgulhosamente tratarem-se de ciganos romenos.
O envolvimento entre a banda e o público foi tal que lhes foi impossível recusar segundo encore, mas, em vez de voltar ao palco, e já posicionados numa das laterais do mesmo, ali mesmo improvisaram, sem microfones, junto ao público que, de extase se acotovelou em volta, pediu autógrafos e seguiu-os para trás do palco, até à última nota...
2006/09/06
"Clube da página 31" - Volumes XV, XVI, XVII e XVIII
De repente dei-me conta que, desde o volume XIV, dei início à leitura de quatro livros, tendo em todos eles passado a famigerada fasquia da página 31, que por um lado lhes dá pleno direito de publicitação aqui mas, mais importante, indica que gostei deles o suficiente para não parar antes.
Em vez de optar por parar com os restantes três e tentar acabar um, que etiqueteria de "XV", vou continuar esta onda múltipla e faço do presente post o chamado «bacanal»...
Por ordem de início, os eleitos:
"Havia coisas de que eu não gostava, como as gorjetas. Achava que devíamos ser mais bem pagos e não ter de receber gorjetas. Mas, quando propus isto à patroa, só recebi risos. Ela contou a toda a gente:«Richard não quer as suas gorjetas, ih, ih, ih; ele não quer as suas gorjetas, ah, ah, ah.» O mundo está cheio destes espertalhões parvos que nunca percebem nada."
in "Está a brincar, Sr. Feynman!" - Retrato e um físico enquanto homem por o próprio
"- Mas, então, compadre: ficou-lhe a doer um sonho?
- O pior, Ba Lázaro, o pior não foi o sonho. O despertar é que foi um pesadelo.
- Explique-se, meu amigo, detalhe-se.
- Acordei todo cansado, ombro derreado. E as mãos, as mãos eram um incêndio. "
in "O outro pé da sereia" de Mia Couto
"Theodora hesita um momento entre THe Better Sort, a colectânea de onze histórias onde «A Fera na Selva» foi publicadaa primeira vez em 1903, e o Volume XVII de New York Edition onde foi reimpressa em 1908. Finalmente escolhe a primeira por ser menos volumosa e intimidante. A encadernação em tecido escarlate desbotou com o passar dos anos, embora as letras douradas ainda conservem o brilho - Ora aqui vai, Minnie."
in "Autor, Autor" de David Lodge
"O modelo de Ricardo ambém pode ajudar neste caso. Temos de considerar um paralelo oculto entre os recursos naturais, como os campos ou os locais movimentados, e as empresas. Os campos sãop formas de transformar coisas em outras coisas: estrume e sementes em cereias. Com as empresas passa-se o mesmo. Um fabricante de automóveis transforma aço, electricidade e outros ingredientes em automóveis. Uma bomba de gasolina transforma bombas, grandes depósitos de combustível e terra em gasolina no seu depósito. Um banco transforma computadores, sistemas contabilísticos avançados e dinheiro em serviços bancários. Sem fazer grande esforço intelectual, podemos substituir «renda» por «lucro»ao longo de todo o modelo de Ricardo. A renda é a compensação que os proprietários de terras recebem pela sua propriedade, lucro é a compensação que os donos das empresas ganham pela sua propriedade."
in "O economista disfarçado" de Tim Harford
De repente dei-me conta que, desde o volume XIV, dei início à leitura de quatro livros, tendo em todos eles passado a famigerada fasquia da página 31, que por um lado lhes dá pleno direito de publicitação aqui mas, mais importante, indica que gostei deles o suficiente para não parar antes.
Em vez de optar por parar com os restantes três e tentar acabar um, que etiqueteria de "XV", vou continuar esta onda múltipla e faço do presente post o chamado «bacanal»...
Por ordem de início, os eleitos:
"Havia coisas de que eu não gostava, como as gorjetas. Achava que devíamos ser mais bem pagos e não ter de receber gorjetas. Mas, quando propus isto à patroa, só recebi risos. Ela contou a toda a gente:«Richard não quer as suas gorjetas, ih, ih, ih; ele não quer as suas gorjetas, ah, ah, ah.» O mundo está cheio destes espertalhões parvos que nunca percebem nada."
in "Está a brincar, Sr. Feynman!" - Retrato e um físico enquanto homem por o próprio
"- Mas, então, compadre: ficou-lhe a doer um sonho?
- O pior, Ba Lázaro, o pior não foi o sonho. O despertar é que foi um pesadelo.
- Explique-se, meu amigo, detalhe-se.
- Acordei todo cansado, ombro derreado. E as mãos, as mãos eram um incêndio. "
in "O outro pé da sereia" de Mia Couto
"Theodora hesita um momento entre THe Better Sort, a colectânea de onze histórias onde «A Fera na Selva» foi publicadaa primeira vez em 1903, e o Volume XVII de New York Edition onde foi reimpressa em 1908. Finalmente escolhe a primeira por ser menos volumosa e intimidante. A encadernação em tecido escarlate desbotou com o passar dos anos, embora as letras douradas ainda conservem o brilho - Ora aqui vai, Minnie."
in "Autor, Autor" de David Lodge
"O modelo de Ricardo ambém pode ajudar neste caso. Temos de considerar um paralelo oculto entre os recursos naturais, como os campos ou os locais movimentados, e as empresas. Os campos sãop formas de transformar coisas em outras coisas: estrume e sementes em cereias. Com as empresas passa-se o mesmo. Um fabricante de automóveis transforma aço, electricidade e outros ingredientes em automóveis. Uma bomba de gasolina transforma bombas, grandes depósitos de combustível e terra em gasolina no seu depósito. Um banco transforma computadores, sistemas contabilísticos avançados e dinheiro em serviços bancários. Sem fazer grande esforço intelectual, podemos substituir «renda» por «lucro»ao longo de todo o modelo de Ricardo. A renda é a compensação que os proprietários de terras recebem pela sua propriedade, lucro é a compensação que os donos das empresas ganham pela sua propriedade."
in "O economista disfarçado" de Tim Harford