2007/09/30
Alguém me ajuda a explicar ao Sr. Blogger que , nos posts que passam aos Archives, as palavras que eu assinalei a "negrito", que geralmente são as palavras chave do post, não são para ficarem negritas como o fundo, mas sim evidênciadas? :S
(se eu não conseguir alterar isto, este post vai ficr bonito daqui a um mês...)
(se eu não conseguir alterar isto, este post vai ficr bonito daqui a um mês...)
2007/09/29
Já aqui falei que a dada altura da minha vida frequentei uma sessões semanais de psicodrama, uma espécie de consulta de psicologia, só que em vez de um profissional/um paciente, estão em simultâneo 2 terapeutas para vários pacientes, preferencialmente entre 8 e 14, sendo a partilha de experiências parte importante da própria terapia. Como é natural, é regra assumida a confidencialidade, que está também implícita no clima de cumplicidade reinante.
Desde que abandonei essas sessões, já me cruzei com várias das pessoas do grupo. Excepto com a A., que nos cumprimentamos, conheço o namorado, falamos um bocadinho sobre as novidades e planeamos sempre combinar uma saída que acaba por não acontecer (típico...), com os outros há uma aflitiva necessidade de passarem despercebidos, fingirem que não me reconhecem , fazerem os possíveis para que os que estão com eles/as não percebam que sim, nos conhecemos, e de onde. Nunca forço o cumprimento, mas verdade é que divirto com as reacções deles/as.
Ontem, quando conhecia mais um vegetariano na cidade do Porto, entrei o P., o gajo que em pior estado (:P) abandonou aquele grupo. O facto é que me pareceu bem melhor e fiquei com pena de não ter falado com ele. Mas não quis que ele fosse forçado a revelar segredos bem escondidos à sua companhia.
Desde que abandonei essas sessões, já me cruzei com várias das pessoas do grupo. Excepto com a A., que nos cumprimentamos, conheço o namorado, falamos um bocadinho sobre as novidades e planeamos sempre combinar uma saída que acaba por não acontecer (típico...), com os outros há uma aflitiva necessidade de passarem despercebidos, fingirem que não me reconhecem , fazerem os possíveis para que os que estão com eles/as não percebam que sim, nos conhecemos, e de onde. Nunca forço o cumprimento, mas verdade é que divirto com as reacções deles/as.
Ontem, quando conhecia mais um vegetariano na cidade do Porto, entrei o P., o gajo que em pior estado (:P) abandonou aquele grupo. O facto é que me pareceu bem melhor e fiquei com pena de não ter falado com ele. Mas não quis que ele fosse forçado a revelar segredos bem escondidos à sua companhia.
O tema de capa do Courrier desta semana é o Acordo Ortográfico
Confesso que achava que já estava mais do que implementado, e eu já estava a dar mais erros do que o normal e mas afinal ainda não está, portanto estou safo.
Sobre este tema, lembro-me constantemente do paralelismo com o inglês vs. americano, com o país que serviu de génese à língua a não ser o que hoje em dia tem mais população e poder, coexistindo as duas formas de escrever determinadas palavras. Lembro-me ainda que na vizinha Espanha, a Galiza tem direito a lingua própria, ainda que muita gente ache que aquilo é castelhano mal falado. Estão a ver o paralelismo?
E há o valor da diversidade que não deve ser esmagado pela onda de standardização que grasa por este mundo fora. Cada país da CPLP teve um percurso diferente para lá da introdução da língua portuguesa, incorporando essa mesma evolução na linguagem corrente.
No jornal, aparece uma resposta de Mia Couto, um dos meus escritores favoritos e um dos mais geniais criadores de novas palavras , de uma entrevista que tinha dado à revista brasileira 'Isto é' que passo a citar:
Isto é: Moçambique é um dos cinco países que ainda não assinaram a proposta de reforma ortográfica para a língua portuguesa. O senhor é a favor da reforma?
M.C.: Não. Não faço guerra contra a reforma, mas acho absolutamente absurdo o fundamento da necessidade de fazê-la. Evidente que é uma coisa convencional, não vai mudar a fundo as coisas, mas as implicaçõesque isso tem do ponto de vista económico acabam sempre por sobrar para os países mais pobres. Com esse dinheiro pode se fazer coisas mais importantes como, por exemplo, ampliar o conhecimento que temos uns dos outros. Círculo por São Paulo e grande parte das pessoas nem sabe o que é Moçambique. Nunca tive dificuldade em ler livros escritos na grafia brasileira; muito pelo contrário, me satisfaz muito have essa diferença. No fundo, há uma familiaridade e uma estranheza que são importantes de estar registadas. Acho que a reforma não faz sentido, não subscrevo.
Eu subscrevo a sua opinião inteiramente!
Confesso que achava que já estava mais do que implementado, e eu já estava a dar mais erros do que o normal e mas afinal ainda não está, portanto estou safo.
Sobre este tema, lembro-me constantemente do paralelismo com o inglês vs. americano, com o país que serviu de génese à língua a não ser o que hoje em dia tem mais população e poder, coexistindo as duas formas de escrever determinadas palavras. Lembro-me ainda que na vizinha Espanha, a Galiza tem direito a lingua própria, ainda que muita gente ache que aquilo é castelhano mal falado. Estão a ver o paralelismo?
E há o valor da diversidade que não deve ser esmagado pela onda de standardização que grasa por este mundo fora. Cada país da CPLP teve um percurso diferente para lá da introdução da língua portuguesa, incorporando essa mesma evolução na linguagem corrente.
No jornal, aparece uma resposta de Mia Couto, um dos meus escritores favoritos e um dos mais geniais criadores de novas palavras , de uma entrevista que tinha dado à revista brasileira 'Isto é' que passo a citar:
Isto é: Moçambique é um dos cinco países que ainda não assinaram a proposta de reforma ortográfica para a língua portuguesa. O senhor é a favor da reforma?
M.C.: Não. Não faço guerra contra a reforma, mas acho absolutamente absurdo o fundamento da necessidade de fazê-la. Evidente que é uma coisa convencional, não vai mudar a fundo as coisas, mas as implicaçõesque isso tem do ponto de vista económico acabam sempre por sobrar para os países mais pobres. Com esse dinheiro pode se fazer coisas mais importantes como, por exemplo, ampliar o conhecimento que temos uns dos outros. Círculo por São Paulo e grande parte das pessoas nem sabe o que é Moçambique. Nunca tive dificuldade em ler livros escritos na grafia brasileira; muito pelo contrário, me satisfaz muito have essa diferença. No fundo, há uma familiaridade e uma estranheza que são importantes de estar registadas. Acho que a reforma não faz sentido, não subscrevo.
Eu subscrevo a sua opinião inteiramente!
2007/09/25
Digam-me lá se isto não dava um hit MTV?
I dreamt that the World was ending
And it made me wonder
In all it's undone
I regretted, everything I didn't do
I'll get over any obstacle, to fullfill
My dreams
Chorus:
Just...
I must turn
My life, upside down
And find an apartment
For me to live in
Just...
I must turn
My life, upside down
And find an apartment
For me to live in
A little flat with two rooms
Where both of us can live
With a view to the sea and a garden
A car with a roof that opens
Chorus: (2x)
Just...
I must turn
My life, upside down
And find an apartment
For me to live in
I must turn
My life, upside down
And find an apartment
For me to live in
I just have to get a job
To be able to be with you
Only with you...
"Little flat with 2 rooms" - Ricardo Azevedo
2007/09/24
Por falar em frases marcantes, eis uma que ouvi no sábado de tarde:
"Pode-se dizer que Famous Grouse é outra forma de arte?"
Preciso de contextualizar.
No Porto, as Galerias de aRte decidiram - e bem - instalar-se todas em cluster na Rua Miguel Bombarda e ruas adjancentes. Tiveram também a ideia de sincronizar as suas exposições, por forma a terem Inaugurações em simultâneo, de 6 em 6 sábados, criando verdadeiros Happenings Sociais. Até aqui, tinha eu conhecimento, embora raramente acompanhasse, porque geralmente não sou capaz de atinar com os sábados certos. :S
Este sábado acertei :) Em vez dos 4 ou 5 gatos pingados que tinha encontrado 2 semanas antes (num dos sábados falhados :P), a rua estava cheia de gente, tipo Rua Santa Catarina de manhã só que vestida para a noite, como se dali já não fossem a casa até à madrugada seguinte.
Que giro, conseguiram o patrocínio da Famous Grouse e puseram uma short band (5 metais e uma bateria ambulante) e um trapezista a actuar na rua.
Pera lá, mas esta gente não quer saber dos quadros, vieram para conversar e para serem vistos, na pose #25, com os seus óculos de sol e copo de whisky na mão. E há ali uns quantos que estão a fazer o rali das tascas, ooops, das galerias....
Estava quase a chegar ao fim da rua e deparo com uma jovem, vestida com as cores do patrocinador, de microfone em punho e auxiliada por um camera-man a entrevistar o pintor que expunha naquela galeria. Apesar de EU estar a ver os quadros, pude-me ir deleitando com as perguntas da "jornalista", que indiciavam que aquela reportagem iria ser transmitida num qualquer magazine social da TV nacional.
De repente , TAO, a pergunta lançada no ar, o artista quase a bracejar, a titubiar uma resposta qualquer que enaltecesse o patrocinador e fosse socialmente correcta e eu a conter-me, a dirigir-me para a porta com a maior rapidez possível para poder rir à vontade cá fora. Pensei que vinha ver aRte e acabei por ver Circo, verdadeiro Circo!
"Pode-se dizer que Famous Grouse é outra forma de arte?"
Preciso de contextualizar.
No Porto, as Galerias de aRte decidiram - e bem - instalar-se todas em cluster na Rua Miguel Bombarda e ruas adjancentes. Tiveram também a ideia de sincronizar as suas exposições, por forma a terem Inaugurações em simultâneo, de 6 em 6 sábados, criando verdadeiros Happenings Sociais. Até aqui, tinha eu conhecimento, embora raramente acompanhasse, porque geralmente não sou capaz de atinar com os sábados certos. :S
Este sábado acertei :) Em vez dos 4 ou 5 gatos pingados que tinha encontrado 2 semanas antes (num dos sábados falhados :P), a rua estava cheia de gente, tipo Rua Santa Catarina de manhã só que vestida para a noite, como se dali já não fossem a casa até à madrugada seguinte.
Que giro, conseguiram o patrocínio da Famous Grouse e puseram uma short band (5 metais e uma bateria ambulante) e um trapezista a actuar na rua.
Pera lá, mas esta gente não quer saber dos quadros, vieram para conversar e para serem vistos, na pose #25, com os seus óculos de sol e copo de whisky na mão. E há ali uns quantos que estão a fazer o rali das tascas, ooops, das galerias....
Estava quase a chegar ao fim da rua e deparo com uma jovem, vestida com as cores do patrocinador, de microfone em punho e auxiliada por um camera-man a entrevistar o pintor que expunha naquela galeria. Apesar de EU estar a ver os quadros, pude-me ir deleitando com as perguntas da "jornalista", que indiciavam que aquela reportagem iria ser transmitida num qualquer magazine social da TV nacional.
De repente , TAO, a pergunta lançada no ar, o artista quase a bracejar, a titubiar uma resposta qualquer que enaltecesse o patrocinador e fosse socialmente correcta e eu a conter-me, a dirigir-me para a porta com a maior rapidez possível para poder rir à vontade cá fora. Pensei que vinha ver aRte e acabei por ver Circo, verdadeiro Circo!
2007/09/20
A frase que se segue não é minha mas achei genial (embora discorde que o género usado tenha que ser exclusivamente o masculino) e foi gargalhada geral no jantar onde a mesma foi proferida.
Falava-se da importância do aspecto físico, já os politicamente correctos declaravam que o importante era o interior da pessoa, e uma voz, até então calada, aproveita um micronésimo de segundo de silêncio para dizer:
"Pois, pois, é o que se vê acontecer constantemente na Noite, um homem vira uma mulher do avesso, é só mesmo para lhe ver o interior, não é?"
Falava-se da importância do aspecto físico, já os politicamente correctos declaravam que o importante era o interior da pessoa, e uma voz, até então calada, aproveita um micronésimo de segundo de silêncio para dizer:
"Pois, pois, é o que se vê acontecer constantemente na Noite, um homem vira uma mulher do avesso, é só mesmo para lhe ver o interior, não é?"
2007/09/19
Quando não estou a deprimir por me lembrar o pouco que sei sobre este Mundo face ao que há para saber, dou por mim a sonhar que um dia farei algo de realmente importante para a Humanidade. Não fico por menos, tudo ou nada :P Normal, não?
Em questões como o Ambiente, por exemplo. Se esta preocupação já é antiga (ainda sou do tempo em que se recebia dinheiro por reciclar papel...), inclusivé foi o primeiro tema aqui abordado pós posts introdutórios, ultimamente tem tido um papel crescente, sendo já dominante no tempo que "gasto" na net. Procuro saber o que já se faz a diversos níveis por esse Mundo fora, e se também está a ser seguido em Portugal, em que é que estamos na vanguarda, saber se aquela ideia que eu tive é idiota, se já está a ser posta em prática, ou se... "alto lá, será que ainda ninguém pensou nisto? é desta que atinjo o Nirvana?"
A razão deste meu post é mesmo para vos prometer que vou tentar não me tornar "eco-chato" não permitindo que esse(s) tema(s) cheguem a dominantes neste blog (até porque para isso, há sites muito mais interessantes para visitar, porque especializados na temática), entrelaçando com posts de temas díspares como aqueles que estão habituados ou o post anterior, que podia perfeitamente ter vindo de um "Livro dos Porquês" do Nuno Markl.
Só para dar um cheirinho do tema, apresento-vos um esforço conjunto da Quercus e da RDP em trazer para o quotidiano das pessoas esta preocupação que deve ser de todos nós. Falo-vos da Iniciativa "1 minuto pela Terra". Na Antena 1, uma pequena intervenção de 1 minuto, em 3 alturas do dia, uma espécie de"pensamento do dia" . Para quem não é aficionado desta estação como eu, sugiro que junte este link aos favoritos e aceda regularmente ao podcast do dia.
Pronto, pronto, já passou! Não custou nada, pois não?
Em questões como o Ambiente, por exemplo. Se esta preocupação já é antiga (ainda sou do tempo em que se recebia dinheiro por reciclar papel...), inclusivé foi o primeiro tema aqui abordado pós posts introdutórios, ultimamente tem tido um papel crescente, sendo já dominante no tempo que "gasto" na net. Procuro saber o que já se faz a diversos níveis por esse Mundo fora, e se também está a ser seguido em Portugal, em que é que estamos na vanguarda, saber se aquela ideia que eu tive é idiota, se já está a ser posta em prática, ou se... "alto lá, será que ainda ninguém pensou nisto? é desta que atinjo o Nirvana?"
A razão deste meu post é mesmo para vos prometer que vou tentar não me tornar "eco-chato" não permitindo que esse(s) tema(s) cheguem a dominantes neste blog (até porque para isso, há sites muito mais interessantes para visitar, porque especializados na temática), entrelaçando com posts de temas díspares como aqueles que estão habituados ou o post anterior, que podia perfeitamente ter vindo de um "Livro dos Porquês" do Nuno Markl.
Só para dar um cheirinho do tema, apresento-vos um esforço conjunto da Quercus e da RDP em trazer para o quotidiano das pessoas esta preocupação que deve ser de todos nós. Falo-vos da Iniciativa "1 minuto pela Terra". Na Antena 1, uma pequena intervenção de 1 minuto, em 3 alturas do dia, uma espécie de"pensamento do dia" . Para quem não é aficionado desta estação como eu, sugiro que junte este link aos favoritos e aceda regularmente ao podcast do dia.
Pronto, pronto, já passou! Não custou nada, pois não?
2007/09/17
Há uma coisa que todos os anos, por esta altura do ano, me põe a pensar: porque raio Setembro é o mês 9, Outubro o mês 10, Novembro o mês 11 e Dezembro o 12º? Porque é que os romanos instituíram o início do ano em 1 de Janeiro, em pleno Inverno e dão nomes com números dentro que não coincidem com a sua posição relativa no ano?
Não fazia mais sentido o Ano começar em 1 de Março , mês onde começa a Primavera, deixar para o 12º, aquele mês que fica com os "restos" dos dias do ano, e assim eu não me estar sempre a enganar quando escrevo uma data nesta altura do ano?????
Não fazia mais sentido o Ano começar em 1 de Março , mês onde começa a Primavera, deixar para o 12º, aquele mês que fica com os "restos" dos dias do ano, e assim eu não me estar sempre a enganar quando escrevo uma data nesta altura do ano?????
Pois é, já tinha saudades disto. :)
Fico inclusivé com a sensação que vocês no fundo já sabiam que mais cedo ou mais tarde eu iria voltar a postar aqui ou a deixar o link para um novo blog e têm passado por aqui a ver se é desta... :P
Acertaram! Continuo com a ideia que não trago grande coisa ao Mundo , que a blogosfera é como Hyde Park cheia de oradores no cimo dos seus palanques improvisados a ser ouvidos por outros oradores que por ali passaram enquanto recuperam o fôlego até à próxima prelecção.
Mas se foi essa a razão porque parei , é também essa a razão porque regresso. Porque não? Há um calor muito especial que emana desta comunidade, e de outros seres humanos en pasant.
É a minha humilde forma de agradecer os estímulos que fui recebendo quer online quer presencialmente, por pessoas que conheço há algum tempo como de pessoas que adoraria conhecer. Obrigado :)
Fico inclusivé com a sensação que vocês no fundo já sabiam que mais cedo ou mais tarde eu iria voltar a postar aqui ou a deixar o link para um novo blog e têm passado por aqui a ver se é desta... :P
Acertaram! Continuo com a ideia que não trago grande coisa ao Mundo , que a blogosfera é como Hyde Park cheia de oradores no cimo dos seus palanques improvisados a ser ouvidos por outros oradores que por ali passaram enquanto recuperam o fôlego até à próxima prelecção.Mas se foi essa a razão porque parei , é também essa a razão porque regresso. Porque não? Há um calor muito especial que emana desta comunidade, e de outros seres humanos en pasant.
É a minha humilde forma de agradecer os estímulos que fui recebendo quer online quer presencialmente, por pessoas que conheço há algum tempo como de pessoas que adoraria conhecer. Obrigado :)