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2007/10/30

Hoje estou ... Bill Evans!

2007/10/29

No mundo da Fotografia, há muito se dizia que a captação era apenas o início, uma parte ínfima do caminho até ao resultado final. Resultado que muitas vezes nos deixa boquiaberto, entrando no campo da ARte.
Depois de as reticências iniciais, a Era Digital mostrou-nos que ainda há caminho a percorrer rumo à perfeição, quer ao nível da edição de imagem, que veio substituir a revelação, quer ao nível da captação, com a tecnologia a ser empregue nas maquinas a tornar-se obsoleta ao fim de uns meses.

É, por isso, surpreendente o Fenómeno LOMO.

Como alguém teve a ideia de pegar numa marca de máquinas fotográficas soviéticas, condenada, como as suas conterrâneas, à falência, e fazer delas um culto, só comparável ao musical iPod.
A simplicidade das máquinas é admirável, em absoluta conta-corrente, bem como todo o conceito em torno da atitude a tomar perante as fotos a tirar e reproduzir. Os 10 mandamentos aqui enuncio, são sintomáticos.

01 . Leva a tua Lomo onde quer que vás.
02 . Usa-a a qualquer hora do dia ou da noite.
03 . A Lomografia não interfere na tua vida, torna-se parte dela.
04 . Aproxima-te o mais possível do objecto a fotografar, se assim o desejares.
05 . Não penses …… lomografa.
06 . Sê rápido.
07 . Não precisas de saber antecipadamente o que fotografaste.
08 . Nem depois.
09 . Fotografa a qualquer ângulo.
10 . Não te preocupes com quaisquer regras.

Genial, não?

2007/10/26

Curioso como o tema das alterações ambientais ganhou corpo nos últimos tempos. Os Estados Unidos acordaram para ele no rescaldo do Fenómeno Furacão Katrina.
Por aqui, a subida constante do preço do petróleo e o consequente aumento do preço da gasolina prós nossos passeios dominicais teve o mesmo papel de "picadela de abelha" nas consciências adormecidas.
Ora, todos sabemos que esse aumento de preço tem a ver o aumento exponêncial da procura, com uma fatia de tigre a caber aos maus dos chineses, esses "encerra fábricas" mundial. Não é?

Ontem veio-me a dúvida. Suponhamos que eu (português) compro um portátil Dell (americana) que é fabricado na China.
É verdade que é a China que vai precisar de produzir energia (com o dito petróleo, ou pior, com o carvão nativo, em centrais com tecnologia de sec. XVIII) e reunir matérias primas (cada qual com a sua footprint ambiental) para produzir o portátil. Mas quem lucra com esta compra é uma empresa americana e quem usufrui é um português.
A que Estado deve ser endereçada a factura ambiental deste portátil?

2007/10/23

São conhecidos os equívocos da acentuação. De todos, o mais popular e brejeiro é o cagado e o cágado.
No post anterior, foi notório que me esqueci de um acento. Obviamente, "gastar" um post com uma micada de um ser masculino latino a um ser feminino com as curvas bem delineadas é idiota, por ser uma situação típica, feita por solteiros ou casados.
Não menos verdade que a mim, o que me diverte, é ver as figurinhas de quem vê passar, inclusivé de outras mulheres, como já o disse aqui (curiosamente, ilustrado pela mesma Monica Belucci...).
Nesta situação específica, o acento foi mesmo na acção do homem. Claramente estava condicionado ( por a esposa estar à varanda de um daqueles prédios, ou uma vizinha tagarela, o que na pratica é o mesmo), não poderia fazer o torcer do pescoço com naturalidade, teve que inventar um estragema na hora. Aquele acelerar da bicicleta, distanciar-se das crianças mas depois olhar para trás para ver se "elas estavam bem" não foi casual, foi genial!

2007/10/15

No outro dia um amigo veio ter comigo à hora do almoço e fomos tomar café a uma esplanada que fica na marginal, num patamar alteado do passeio oposto ao mar.
Reparamos numa mulher que percorria o "calçadão" com um vestuário e pose, digamos, vistosos ;)
Na direcção inversa, um pai seguia de bicicleta, enquanto os seus filhos, em idade escolar, seguiam a pé (ou de patins, não me lembro bem). A dada altura, o pai ganha velocidade, cruzando a mulher.
Entreolhamo-nos e ele pergunta-me:
"Será que ele vai olhar para trás?"

Não foi preciso responder, a pergunta foi longa demais: "Já olhou!" A gargalhada foi inevitável. :D

2007/10/14


Já tinha passado varias vezes por esta casa, mas sem maquina. Adoro o detalhe do "Devoluta"...

Na terça-feira fui ver "Inland Empire" de David Lynch. Ao fim de 3h30, com 2 intervalos, o amigo David brinda-nos com esta música em jeito de conclusão à la "Fame"


Uma delícia!

2007/10/13

Depois de Hollywood ter trazido a domínio público (pelo menos eu não sabia antes) que 21 gramas é o peso da nossa alma (por diferença entre o peso antes e depois da morte cerebral), os RadioHead vieram ilucidar-nos que eur0,90 é o peso de consciência que devemos ter por cada CD audio pirateado, e não os 18/19 euros do preço de capa dos CDs que as Editoras Discográficas nos estavam a impingir.
Obrigado amigos!

Desapareceu! Foi rapto, só pode!
Já vos tinha reportado na ultima contagem cerebral, 2 ervilhas e uns quantos piolhos.
Os piolhos devem ter emigrado, não os tenho visto, não me preocupei muito.
Mas hoje só vejo uma ervilhinha a vaguear no meu Crânio! Devoltam-me por favor, eu preciso de 2 para funcionar minimamente! Não tenho dinheiro, vou criar já um fundo, uma audiência com o Papa!
Não façam mal à minha ervilhiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinha!

2007/10/11



Fez dia 20 de Setembro 20 anos que entrei por esta porta para participar na primeira aula do 10ºH, ambientar-me a uma escola nova (para mim), conhecer a minha nova turma.
No próximo sábado vamos-nos reunir novamente, tendo o mítico Tremendão como ponto de partida. Se há gente que ainda vi há umas semanas, e subsistem no meu grupo de amigos mais próximos, outros há que não vejo há... 19 anos ou coisa que o valha!...

Ah! A Escola é a Secundária Oliveira Martins, ou era porque entretanto fechou :( e não, o encontro não se vai passar no ginásio da escola, nem acho que precisemos de crachás para nos reconhecermos.

2007/10/03

Tom Waits não tem habitação permanente na minha playlist. Qual nómada criativo, livre, vem-me visitar em momentos especiais, ele sabe bem reconhece-los.

(Quem não viu "O tigre e a neve" de Roberto Benigni, onde esta música e o artista aparecem na introdução, está proibido de voltar ao meu blog sem ter ido a correr alugar o DVD)

2007/10/02

É triste mas é verdade, demorei 35 anos a perceber que existe tal coisa como "pensar" e "demais" numa mesma frase!!!
Andei estes anos todos a acreditar que a sapiência máxima era conquistada ao longo dos anos de maturação de ideias, de constante trabalho neuronal, de incansável aprofundamento de conceitos através de pensamento incessante. Com sorte, chegavamos lá antes do Alzaimer nos atingir a nós.
Hoje, ao ler um artigo de um periódico dominical, sou levado a conclusão que tem sido que me tem "prejudicado" ! Estou incrédulo (ainda que faça sentido o que li...).

2007/10/01

Ontem fui ver ao Freixo o PortoCartoon, este ano dedicada à Globalização. Este foi um dos cartoons que gostei mais, embora não tenha sido um dos que me provocaram gargalhadas que espaço me fez o embaraço de ecoar.

Na sua nona edição, este foi o maior de sempre, pois além dos trabalhos a concurso deste ano, expuseram vários trabalhos dos últimos anos.

Se não foram, azarito, para o ano há mais, que eu, como bom português, deixei para o último dia para lá ir.


Hoje veio-me à mente a história de Cyrano de Bergerac. E cheguei à conclusão que o meu cérebro desembocava invariavelmente na imagem de Gérard Depardieu. Não que eu não goste do trabalho dele, como actor é excepcional (consta que como énologo também). Mas fiquei triste por perceber o peso castrador do cinema sobre a literatura, em como o imaginário é confinado a uma interpretação de um realizador a dada altura.

Em cadeia, fui levado a outro acontecimento, que acho que ainda não aqui tinha relatado.
Há uns anos valentes, já o filme "Pontes de Madison County" tinha passado nos cinemas, emprestaram-me um audio-livro (vejam só, em 2 K7s), desta obra, cujos papeís principais eram interpretados - ou lidos como preferirem - por Ben Kingsley e Isabella Rosselini, 2 conhecidos actores. Apesar de à data não ter ainda visto o filme, tinha já visto o trailer e sabia que os personagens eram protagonizados por Robert Redford e Meryl Streep.
Não vos passa o conflito mental que tive que equilibrar entre imagens projectadas pelas vozes ouvidas e imagens já perfeitamente instalados no meu cerébro!
Não menos estranho foi o conflito ocorrido quando vi finalmente o filme, com a "batalha" aí a travar-se nos ouvidos ...

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